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Filho julga pelo “tribunal do PCC”, tortura e mata o pai sob acusação de estupro

Guilherme, membro do PCC, denunciou o pai às lideranças da facção, alegando suspeitas de abuso sexual contra uma filha de 14 anos

Foto: ReproduçãoGuilherme Ferreira de Souza Melo
Guilherme Ferreira de Souza Melo

SAMPI - Um crime envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC) veio à tona em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo. Guilherme Ferreira de Souza Melo, de 22 anos, foi preso acusado de participar do julgamento e execução de seu próprio pai, Marco Aurélio de Oliveira Melo, de 44 anos, no tribunal do crime da facção criminosa.

A investigação aponta que Guilherme, membro do PCC, denunciou o pai às lideranças da facção, alegando suspeitas de abuso sexual contra uma menor de 14 anos. O crime ocorreu em setembro de 2022, resultando no corpo de Marco Aurélio encontrado com sinais de empalamento, orelhas e dentes arrancados, e órgão genital decepado.

Segundo a Polícia Civil, Guilherme atraiu o pai para o local do crime sob a premissa de uma conversa sobre trabalho. O homicídio brutal envolveu tortura, mutilação e a participação fria do próprio filho. Uma conversa no WhatsApp entre Guilherme e a mãe, ex-companheira de Marco Aurélio, confirmou a participação do filho no crime.

Guilherme, agora réu por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, nega as acusações, mantendo-se em silêncio durante o interrogatório. Além disso, a investigação revela que a menor de 14 anos teria participado do julgamento no tribunal do crime, acompanhada dos pais que colaboraram para atrair o Marco Aurélio à emboscada.

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