Educação

Instituo Ayabás lança curso "Enegrecendo Saberes: para a construção de uma educação antirracista"

Aula inaugural acontece na quinta-feira (20), no Memorial Esperança Garcia e discute as Leis 10.639 e 11.645.


Montagem/Pensar Piauí Instituo Ayabás lança curso "Enegrecendo Saberes: para a construção de uma educação antirracista"
Instituto Ayabás lança projeto Enegrecendo Saberes para profissionais da educação e contará com palestra do Prof. Solimar Lima

Uma educação antirracista é fundamental para o crescimento das crianças brasileiras. Para as crianças negras neste país, é fundamental olhar para a sala de aula e para as referências nos livros e poder assim, se enxergar. Quem sabe de onde vem, saberá aonde quer chegar.

Neste sentido, o Instituto da Mulher Negra no Piauí – Ayabás lançará na próxima quinta-feira (20), no Memorial Esperança Garcia, a partir das 16h, o projeto “Enegrecendo Saberes: para a construção de uma educação antirracista”. Contemplado pelo edital Maria Elza, do instituto Odara, a ação visa debater e provocar profissionais da educação sobre o racismo na escola e a aplicação das Leis 10.639 e 11.645.

A abertura do evento contará com a presença do Professor Solimar Oliveira Lima, pós-doutor em História pela Universidade Federal da Bahia e professor titular da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Em sua fala, Solimar Lima discorrerá principalmente sobre a Lei 10.639 através da palestra “Estratégias para a inserção da história e cultura afro-brasileira no currículo escolar”.

Ao pensarpiauí, a professora da Rede Pública Estadual e Mestra em Educação pela UFPI, Halda Regina, atual presidente da Ayabás explicou sobre o projeto, que está sob sua coordenação.

“A Lei 10.639 e 11.645 trazem essa perspectiva de fazer com que nós, profissionais da educação possamos repassar para os discentes a nossa verdadeira história. Quando a gente descobre a nossa história, sabemos de onde viemos e quem somos, a gente tem outra perspectiva de vida, auto-estima e isso é importante para todas as crianças negras e para que as acrianças não-negras entendam que as pessoas precisam ser vistas com igualdade”, enfatizou Halda Regina.

Para a professora, uma dirigente histórica do movimento negro no Piauí, falar sobre a aplicação das leis nas escolas e o ensino da Cultura Africana é uma maneira de humanizar a população negra no Brasil que está em diáspora.

“Quando a gente começa a falar sobre a nossa história, e que a cor da pele não vai dizer que somos subalternos, isso é muito importante. É interessante porque nós, enquanto movimento negro, antes da promulgação dessa Lei, já tínhamos essa preocupação sobre a educação das crianças e muitas escolas no Brasil foram abertas sob esta perspectiva de cidadania, direitos humanos e falar também da nossa vida e história. É uma pauta que, desde que conseguimos entender que estávamos neste país enquanto uma população em diáspora é que a gente entende que para ser inserido no contexto social, político, econômico e cultural a gente precisa passar por um processo formativo. Para além da educação informal, a educação formal também precisa falar sobre nós, então a lei é isso, falar sobre nós enquanto população negra humanizada”, finalizou.

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