Número de desaparecidos triplica no Piauí

Número de desaparecidos triplica no Piauí


Os dados são do 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, lançado nesta segunda-feira, 30, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). No Piauí, o número de casos de desaparecimento triplicou, passando de 155 em 2007 para 466 em 2016. Em 2015, teve o recorde de 488 registros. Teresina está em 11º no índice de violência nas capitais, com uma taxa de 40,24 a cada 100 mil habitantes; em 7º quando se trata de latrocínio, com uma taxa de 2,60 a cada 100 mil habitantes; e em 12º, quando se trata de crimes violentos letais intencionais, com uma taxa de 43,31 para cada 100 mil habitantes.

O número de suicídios, que ainda apresenta alto índice de subnotificação, também é relevante, mas o ranking é liderado por Santa Catarina, que registra uma taxa de 9,9 para cada 100 mil habitantes. Lá, foram registrados 685 casos de suicídio em 2016. No Piauí a taxa é de 3,7 a cada 100 mil habitantes, acima da média nacional que é de 3,6. Foram 92 casos em 2015 e 120 em 2016.

O levantamento traz o número de assassinatos de mulheres registrados em 2016: 4.657. O número representa uma mulher morta a cada duas horas. No entanto, do total, apenas 533 foram classificados como feminicídios, termo que designa o extermínio de vidas femininas em contextos marcados pela violência de gênero. O Piauí, que tem a primeira delegacia de feminicídio do Brasil, registra a maior proporção de feminicídios em relação aos crimes violentos letais intencionais de mulher, de 57,4%.

Praticamente todos os indicadores de violência do país, entre eles latrocínio, homicídio doloso (com intenção de matar), lesão corporal seguida de morte, vitimização da polícia e letalidade da polícia, registraram crescimento. Os latrocínios cresceram 50% no período entre 2010 e 2016, quando 2.703 pessoas foram vítimas do crime de roubo seguido de morte.


O Brasil teve o maior número de homicídios da série histórica em 2016. O número de mortes violentas cresceu 3,8% na comparação com 2015 e chegou a 61.619 casos — sete por hora - número comparado às mortes provocadas pela bomba de Hiroshima. A taxa média registrada é de 29,9 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes também é maior desde o início da publicação. No Piauí, o índice chega a 21,9 mortes para cada 100 mil habitantes ou duas mortes violentas por dia em 2016.

O número de armas apreendidas no Brasil diminuiu 12,6%, totalizando 112.708 mil e os gastos do governo federal caíram 10,3%. O estudo mostra ainda que 40% das escolas não possuem esquema de policiamento para evitar violência em seu entorno, segundo avaliadores da Prova Brasil e 70% dos professores e diretores presenciaram agressão física ou verbal.

De 2007 a 2016, foram exatos 693.076 boletins de ocorrência registrados por desaparecimento no Brasil de 2007 a 2016, segundo dados inéditos compilados a pedido do Comitê internacional da Cruz Vermelha. Em média, 190 pessoas desapareceram por dia nos últimos dez anos, oito por hora. É a primeira vez que dados de desaparecimento estão presentes no anuário de violência do Fórum. Só no ano passado, 71.796 desaparecimentos foram registrados.

Outros números do Piauí:

Teresina

2 016 2015

Homicídios dolosos 341 327

Lesão corporal 04 07

Latrocínio 22 26

Estupro 226 189

Roubo e furto de veículos 3.568 3.033

Piauí

2016 2015

Mortes Violentas Intencionais 704 673

Feminicídio 54 67

Roubo e furto de veículos 5.711 4.517

Estupros 653 539

Suicídio 120 92