Frei celebra prêmio do MST e pede que fiéis cantem música símbolo do Movimento

O MST recebeu o prêmio Esther Busser Memorial Prize, promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Foto: Montagem pensarpiauíMST
MST

 

Na missa dominical de Frei Aloísio Fragoso do Convento Franciscano de Olinda, ele falou do prêmio recebido pelo  MST de Justiça Social da OIT ( ONU ) pela atuação na defesa da classe trabalhadora no Brasil.  O Frei pediu também para que todos cantassem juntos "Ordem e Progresso" do compositor Zé Pinto, interpretado por Beth Carvalho. 

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) recebeu, na sexta-feira (22), o prêmio Esther Busser Memorial Prize, promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), por sua atuação na garantia de condições dignas de vida e de trabalho para a população brasileira. 

Fundado em 1984, no contexto da redemocratização do Brasil, o MST possui cerca de 350 mil famílias assentadas em 24 estados.

O movimento promove a reforma agrária no país, por meio da ocupação de terras ociosas, latifúndios improdutivos e fazendas que promovem trabalho escravo. O MST aposta ainda na soberania alimentar, na produção de comida sem veneno e no respeito ao meio ambiente, por meio da agroecologia.

Durante a pandemia de covid-19, o MST se notabilizou por doar mais de 5 mil toneladas de alimentos para populações vulneráveis. Com o Plano Nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”, o movimento já plantou mais de 1 milhão de árvores em todo país.

Esther Busser, que dá nome ao prêmio, foi uma defensora incansável dos direitos dos trabalhadores. Ela atuou como pesquisadora e diretora adjunta da Confederação Sindical Internacional (ITUC, na sigla em inglês) por uma década e faleceu em 2019, após uma dura batalha contra o câncer.

A OIT, idealizadora do prêmio, é uma agência multilateral da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem com foco a regulação do trabalho, a partir do cumprimento de convenções e recomendações internacionais.

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