Doutor em Antropologia

Arnaldo Eugênio

Doutor em Antropologia

A República do Beleléu

Foto: BBCManifestação bolsonarista
Manifestação bolsonarista

No Brasil, as manifestações no dia 7 de setembro, em Brasília, revelou que o modus operandi do tosco governo brasileiro, nitidamente golpista, ufanista, fascista e populismo paupérrimo, tornou-se um motivo de chacota internacional, caracterizando-se como uma República do Beleléu, baseando-se em confusões, tumultos, rolos,barulhos, mentiras, a despeito da emergência das demandas sociais do povo brasileiro.

O atual governo brasileiro é uma fracasso em todas as áreas, fazendo jus à palavra “beleléu”, que é um eufemismo para fim, morte, desaparecimento ou prejuízo, ou seja, o caminho construído até os discursos do dia 7 de setembro – simbolicamente ilustrando o fascismo com o presidente desfilando em carro aberto, faixa no peito, insuflando ataques às instituições e o incentivo à desobediência civil – o que configura crime de responsabilidade. 

Na República do Beleléu de tanta divulgarem fake news nem os próprios seguidores do governo acreditam no áudio pedindo para os caminhoneiros desobstruir as estradas depois que o golpe fracassou no 7 de setembro.Há um gabinete de produção de bafafás - do ódio, da vacina, da urna eletrônica, do voto impresso etc. -, para secriar uma convulsão social no país e justificar o surgimento do “salvador da pátria” com o seu exército fascista de toupeiras, crentes em bafafás do falso líder.

Nunca é demais lembrar que, em 1987, o atual chefe da República do Beleléu e um colega planejaram explodir bombas em quartéis e na adutora do rio Guandu, que abastece de água o Rio de Janeiro. Felizmente, o plano terrorista foi para o beleléu. Aos 32 anos, ele foi preso, julgado e absolvido pelo STM, após recorrer, passando para a reserva remunerada. Mas, foi o general Ernesto Geisel, o quarto presidente na época da ditadura (1964-1985), quem melhor definiu o atual chefe da República do Beleléu, numa entrevista em 1993: “era um mau militar”.

No dia 7 de setembro, o povo da República do Beleléu teve a certeza de que, além de um mau militar, o chefe beleléu é, também, um péssimo governante desde 2019,sem postura estadista, nem plano de Estado ou de governo nem inteligência política, que ainda não fez nada de útil ao País. Mas, tem se mostrado como um sabotador da democracia e do próprio país: um sabotador dentro daprópria República – inspirando-se em fantasmas das ditaduras como Benito Mussolini, Augusto Pinochet, Alfredo Stroessner, Hugo Chávez, Carlos Brilhante Ustra.

Em resposta aos atos os atos golpistas de 7 de setembro pelo chefe da República do Beleléu, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, parafraseando um versículo bíblico enfatizou a realidade presente e sinalizou o futura que se avizinha: “O slogan para o momento brasileiro, ao contrário do propalado, parece ser: ‘conhecereis a mentira, e a mentira te aprisionará’.”

O dia 7 de setembro de 2021 fica marcado como sendo o fim da República do Beleléu, onde a tentativa de autogolpe de Estado - que lhe dê amplos poderes - mostrou a verdadeira face de um governante perdido na administração público, que se utiliza de um discurso paranóico e golpista como forma de se manter no governo a qualquer custo.

Na verdade, os atos chamados por pelo chefe da República do Beleléu são políticos, e não, como se esperava, uma celebração à Independência. Tanto que em sua live semanal, explicitamente, incitou a participação de policiais militares da ativa nos atos de 7 de setembro. Ou seja, ele tentou (e ainda tentará) instrumentalizar as policiais contra o próprio povo, sem qualquer preocupação ou zelo pela vida alheia.

OBS: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiaui.