Política

Lula lança fase operacional de testes nacionais de biodiesel

Programa coordenado pelo MME inicia estudos para embasar futuras decisões sobre o aumento das misturas obrigatórias de biocombustíveis


Ricardo Stuckert Lula lança fase operacional de testes nacionais de biodiesel
Alexandre Silveira, Geraldo Alckmin e Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participaram do lançamento da fase operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel. A iniciativa cria uma rede nacional de pesquisa para produzir evidências técnicas que orientarão futuras decisões sobre a ampliação do uso de biocombustíveis no Brasil.

O que aconteceu

O presidente Lula e o ministro Alexandre Silveira visitaram, nesta segunda-feira (13), o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP), onde foi apresentada a estrutura que dará suporte à fase operacional do Programa Nacional de Testes de Biodiesel. Coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), a iniciativa marca uma nova etapa da política brasileira de biocombustíveis ao reunir uma ampla rede de universidades, centros de pesquisa, instituições públicas e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com investimento de cerca de R$ 30 milhões, o programa realizará ensaios laboratoriais, testes em motores, veículos e máquinas, além de análises sobre qualidade, desempenho, eficiência energética e emissões. Nesta fase, participam 12 laboratórios mecânicos e seis físico-químicos. O Instituto Mauá coordenará os ensaios mecânicos, avaliando o desempenho de novas misturas nas condições reais de produção, armazenamento, distribuição e uso no país.

Os estudos vão subsidiar futuras decisões sobre a ampliação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, incluindo os percentuais B20 e B25 previstos na Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024). Também servirão de base para avaliações relacionadas ao aumento do teor de etanol anidro na gasolina, atualmente em análise pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), até o limite legal de 35%.

Segundo Alexandre Silveira, a iniciativa fortalece a soberania energética do Brasil ao apoiar a expansão dos combustíveis renováveis com base em ciência, pesquisa e inovação.

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