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Vacinas, joias e Abin paralela: inquéritos contra Bolsonaro estão perto de um desfecho

Agentes da Polícia Federal apontam que precisam realizar novas oitivas com Mauro Cid

Foto: Mauro Pimentel/AFPJair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

 

Os inquéritos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro estão perto de ter um desfecho e em breve devem ser apresentadas denúncias contra ele e seus aliados. As investigações sobre fraude nos cartões de vacinação, sobre a venda de joias recebidas de presente no exterior e sobre o esquema de espionagem ilegal da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) estão em estágio avançado.

Segundo o jornalista Cesar Tralli, na GloboNews, há expectativa de que o primeiro inquérito seja um marco e gere indiciamentos e oferecimento de denúncias contra Bolsonaro e pessoas próximas. No caso das joias, a Polícia Federal tem periciado uma grande documentação, incluindo documentos recebidos do FBI (Federal Bureau of Investigation), serviço de inteligência e segurança dos Estados Unidos.

O caso da Abin, que recentemente gerou operações da PF contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), tem um material robusto que está sendo analisado por peritos da corporação.

Os dois inquéritos principais que miram o ex-presidente e seus aliados são os das milícias digitais e dos ataques terroristas de 8 de janeiro. As duas investigações são as que mais possuem provas contra os envolvidos. Ambas foram municiadas pelo vídeo da reunião golpista de Bolsonaro e ministros em julho de 2022 e pela minuta golpista encontrada na sede do PL em Brasília.

O inquérito que gerou quatro mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão contra bolsonaristas nesta quinta (8) é o que deve demorar mais tempo para ser finalizado. Agentes da Polícia Federal apontam que precisam realizar novas oitivas com Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, ouvir novos investigados e cruzar as provas do caso com outras investigações.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem feito um acompanhamento desses inquéritos junto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e conversado com ministros da Corte.

Com infromações do DCM

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