Nordeste de luto: morreu Genival Lacerda

O anúncio foi feito pelo próprio filho

Foto: R7Genival Lacerda
Genival Lacerda

O cantor Genival Lacerda, de 89 anos de idade, morreu por complicações da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus na manhã desta quinta-feira (7). Ele estava internado na UTI desde o dia 30 de novembro e, segundo recentes comunicados da assessoria de imprensa dele, seu estado era grave e ele respirava com a ajuda de aparelhos.

Com mensagem breve em seu Instagram, o filho do cantor, Genival Lacerda Filho, revelou a informação no começo da manhã desta quinta-feira (7). "Painho faleceu", disse em seus stories.

Genival Lacerda nasceu em Campina Grande-PB em 5 de abril de 1931.

Seus principais sucessos foram: Severina Xique Xique, De quem é esse jegue? e Radinho de Pilha. Sua carreira começou na Região Nordeste e, ao longo dela, gravou 70 discos.

Atualmente morava em Recife, onde cumpria sua agenda de shows antes da doença. Recentemente, participou do filme Foliar Brasil, sem data para estrear nos cinemas.

Na década de 50, foi morar em Pernambuco e, em 1955, decidiu gravar seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa Coco de 56. Em 1964, incentivado por Jackson do Pandeiro, seu concunhado, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. Contudo, o sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música Severina Xique-Xique, cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" tornou-se o mais popular do compositor. Graças a essa composição de sua autoria e João Gonçalves, ele vendeu cerca de 800 mil cópias.

Em 1976, lança o disco Vamos Mariquinha, que contém as faixas "É Aí que Você se Engana", "Forró da Gente", "Sanfoneiro Alagoano", "Eu Preciso Namorar" e "A Mulher da Cocada".

Em abril de 2010, a cantora Ivete Sangalo (que se preparava para um show no Madison Square Garden, de Nova York, no fim do mesmo ano), gravou um dueto com o cantor campinense, a música "Chevette da Menina". A música, cuja personagem central se chama Ivete, narra, num tom jocoso e de duplo sentido, a história de uma moça que supostamente empresta se Chevette a um conhecido e o recebe todo machucado. O refrão diz:

«Coitadinha da Ivete / Facilitou, estragaram seu Chevette / Mas coitadinha da Ivete / Em menos de uma semana estragaram seu Chevette.»