Prefeitura de Barras denunciada por maus-tratos a animais

A Polícia Civil abriu inquérito para investigar possíveis maus-tratos no Centro de Zoonoses do município

Foto: Reprodução/Redes SociaisDenúncia de maus-tratos contra animais em Barras
Denúncia de maus-tratos contra animais em Barras

Uma denúncia de maus-tratos a animais no Centro de Zoonoses de Barras- PI feita pelo portal barrasenoticia.com.br e por ONG’s protetoras de animais viralizou nas redes sociais e causou revolta.

Segundo informações do Barras é Notícia, os animais estariam sendo mantidos em cativeiro e depois seriam sacrificados com choque elétrico. No vídeo publicado pelo site é possível ver as ferramentas que seriam utilizadas para a prática.

Veja o vídeo da denúncia:


Após a repercussão do caso, a Polícia Civil, através da Delegacia de Barras, informou que irá investigar a denúncia de maus-tratos pelo Centro de Zoonoses administrado pela Prefeitura Municipal de Barras.

A Prefeitura de Barras e o Centro de Zoonoses emitiram notas de esclarecimento sobre o caso. Veja a íntegra: 

POSICIONAMENTO CENTRO DE ZOONOSES – BARRAS

A direção do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vem a público esclarecer que, no tocante ao controle do Calazar, o CCZ obedece a um protocolo legal recomendado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinaria, que tem por objetivo evitar que cães que precisam ser sacrificados passem por sofrimentos.

A rotina inclui realização de teste rápido para o calazar. Este dando positivo, a equipe do CCZ juntamente com os agentes de endemias, submetem o cão a um exame mais específico: uma sorologia sanguínea, que é enviada ao LACEN. Dependendo do resultado - positivo ou negativo - e das condições clínicas, o animal pode ser destinado a eutanásia.

No CCZ, a eutanásia é feita, com o animal previamente sedado, anestesiado, através da utilização do pré-anestésico Acepran. Depois com o anestésico Ketamina, composição esta que impossibilita o animal a sentir qualquer dor mínima, como também impede que passe por sofrimento.

Nos casos de leishmaniose avançada, o sacrifício é inevitável porque, além dos cães, as pessoas podem ser contaminadas, ficar com sequelas graves e até morrer em decorrência da enfermidade. A propagação precisa ser evitada para a proteger a população.