Firmino ataca politicamente quem lhes deu visibilidade nacional

Firmino ataca politicamente quem lhes deu visibilidade nacional

Foto: GoogleFirmino FIlho
Firmino FIlho

Por Arnaldo Eugênio, doutor em Antropologia Recentemente, a Prefeitura de Teresina e a Câmara Municipal aprovam um violento ataque político às professoras e professores da rede municipal de educação. Trata-se de um ato antidemocrático, inconstitucional, autoritário e ditatorial, que aprovou uma tirânica retirada de direitos políticos do magistério – “o direito de organização sindical e de luta por melhorias na educação”. São as mesmas – Prefeitura de Teresina e a Câmara Municipal – que, politicamente, se autopromoveram à custa da participação das comunidades e do desempenho das professoras e de professores da rede municipal de educação quando a mídia nacional divulgou: “Teresina dá exemplo de educação de qualidade com união da comunidade”. À época, juntas, 149 escolas de rede municipal obtiveram o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) entre as capitais do Brasil (JN, 09/2018). Em troca pela excelente colocação na última Avaliação Nacional da Educação Básica, superando a meta que o MEC estipulou para o município até 2021, e os esforços de todas as comunidades e profissionais da rede municipal de educação para evitar a monotonia na sala de aula, através de aulas atrativas e jogos de raciocínios no currículo escolar, com 21 votos a cinco, os vereadores(as) aprovaram a retirada do inciso VI do artigo 26 da lei n° 2.972/2001 do Estatuto e o Plano de Cargos e Salários do Magistério Público da Rede de Ensino de Teresina. Intencionalmente, o golpe municipal se deu justamente no direito político de participação em seis assembleias por ano sem desconto salarial ou necessidade de reposição de aulas. Ou seja, a Prefeitura de Teresina e a Câmara Municipal perpetraram, meticulosamente, um ataque político contra aquela categoria que lhes deram visibilidade nacional. Segundo o SINDSERM, apoiado pela maioria do legislativo municipal, mobilizada pelo ethos de emendas liberadas, o prefeito Firmino Filho (PSDB) mostra a face mentirosa de sua gestão que diz apoiar a “melhor educação do Brasil”, mas mascara uma política autoritária, de assédio moral, más condições de trabalho e que conta com aval de vereadores e vereadoras antissindicais que, declaradamente, são contra a classe de profissionais da rede municipal de educação. Assim, alheio à participação das comunidades e a dedicação dos profissionais da educação para o desenvolvimento do ensino municipal, o prefeito de Teresina se posta além das consequências nas eleições municipais de 2020, agindo como um governante injusto e cruel, que impõe a sua vontade e autoridade sobre os direitos sociais, as lutas de classe e a justiça social, cooptando votos pela aprovação da retirada do direito da categoria dos profissionais do magistério. A frente da Prefeitura de Teresina, o prefeito Firmino Filho (PSDB) age como uma autoridade que concentra todos os poderes do município e exerce poder absoluto no quarto mandato (desde 1996). Atuando como um governante absolutista ou autocrático, ele assume solitariamente o poder sobre o município, guiando o parlamento e ignorando a força do SINDSERM em construir uma consciência social e política capaz de protagonizar uma qualificada resistência de classe, com implicações nas eleições de 2020. O fascínio da Política está na imprevisibilidade e impermanência de um Príncipe no poder, principalmente quando não age em benefício do povo, e sim dos poderosos. Assim, enfrentar a mobilização e as denúncias de classes pode levar um governante à ruína.   OBS: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiaui