"Escapou fedendo": avião que levaria jogador tinha 500kg de cocaína

O jatinho que levaria Lucas Veríssimo, ex-jogador do Santos para Portugal, foi interceptado pela Polícia Federal com 500 kg de cocaína

Foto: IGLucas Verissimo
Lucas Verissimo

O jatinho que levaria Lucas Veríssimo, ex-jogador do Santos para Portugal, foi interceptado pela Polícia Federal com 500 kg de cocaína. A aeronave tinha como destino Cascais e, além de Lucas, outros passageiros confirmados eram Bruno Macedo, agente de Jorge Jesus, e Hugo Cajuda, de Abel Ferreira.

Por causa das restrições aéreas causadas pelo novo coronavírus, Lucas teve que fazer um voo comercial para chegar a Portugal, passando pela França. Ele é a mais recente contratação do Benfica, time português. Ele chegou no país em 7 de fevereiro.

A informação foi publicada pela imprensa portuguesa e a Polícia Federal abriu investigação.

O Benfica confirmou que Veríssimo estava na lista, mas que o clube optou por comprar passagem em um voo comercial, via Paris.

No dia 9, depois de um "alerta", a Polícia Federal do Brasil apreendeu meia tonelada de cocaína na fuselagem do avião privado. Segundo a PF, após o piloto acusar a ocorrência de alerta de pane durante o voo para a capital baiana, em voo anterior, mecânicos inspecionaram a aeronave e acabaram encontrando parte da droga. Acionaram, imediatamente, a Polícia Federal.

Com o auxílio de Peritos Criminais Federais e de cães farejadores da Polícia Civil, foram localizados outros esconderijos onde estava o restante da droga.

Foto: O GloboAvião com cocaína
Avião com cocaína

Com informações da IstoÈ

E o escapou fedendo do título? 

Em 1929, padre Cícero Romão Batista encerrava o último mandado como prefeito de Juazeiro do Norte. Tinha 85 anos de idade e passara os últimos 18 à frente do executivo municipal.

Dois contendores pleiteavam a vaga: Alfeu Ribeiro Aboim e João Bezerra de Menezes.

O governador do Ceará José Carlos Matos Peixoto, olhando para a campanha presidencial que ocorreria em março do ano seguinte, movimentou-se para conseguir apoio do padre que tinha fama de santo no sertão nordestino para o seu candidato, Alfeu Aboim. Em troca, o governador prometeu ao clérigo duas vagas na chapa para a câmara federal.

Prego batido, ponta virada, padre Cícero apoiou o candidato do governador, a máquina coronelista pôs-se em marcha e Alfeu Aboim venceu com 97% dos votos válidos.

Na eleição presidencial de 1930, na qual se confrontaram os situacionistas Júlio Prestes e Vital Soares contra Getúlio Vargas e João Pessoa, padre Cícero lançou carta aberta chamando a chapa oposicionista e seus seguidores de horda vermelha que ameaçava a família tradicional, “célula mater da sociedade cristã” e de “Besta-Fera do Apocalipse”, mas o seu candidato a prefeito, vitorioso no ano anterior, aderiu à horda vermelha e virou as costas aos dois padrinhos políticos, padre Cícero e Matos Peixoto.

A população juazeirense foi tomada de espanto e de indignação e o prefeito passou a ser frequentemente constrangido

Certa feita, quando o prefeito Alfeu Aboim, de paletó e gravata, caminhava pelas ruas da cidade, acenando para as pessoas que com ele cruzavam, foi subitamente abordado por um popular que lhe despejou um balde com urina e fezes sobre a cabeça.

Por muito tempo, os juazeirenses relembravam a história:

– O que aconteceu mesmo com o Aboim, hein? Morreu de vergonha?

– Morreu nada. Escapou fedendo.

Foto: Agenda AlagoasPadre Cícero
Padre Cícero

Fonte: Hisótia nos detalhes