A micareta de ontem foi prenúncio da morte política de Jair Bolsonaro

As manifestações de ontem foram desastrosas

Foto: DivulgaçãoManifestação 7S


 

Por Hildegard Angel, jornalista

Essas manifestações de ontem foram desastrosas. Mais de três meses pra organizar, dinheiro AGRO chovendo na horta, dólares da direita americana. Farta distribuição de bonés, camisas, lanche e '100 real'. Ônibus refrigerados. E o que conseguiu? 

Em Copacabana, bairro oficial dos militares aposentados e pensionistas e dos mineiros reacionários, 4 quarteirões!!!!

Nos réveillons, a Atlântica lota do Leme ao Forte. Multidão compacta, em todas as pistas, na areia e gente até dentro d'água. Quatro quarteirões é piada.

As imagens de Brasília: em qualquer posse de Lula tinha mais gente, muito mais.

Av Paulista, com tantos brindes, até eu, se fosse despolitizada, iria, pra passear meu cachorro com uma écharpe verde e amarela no pescoço (do cachorro, no meu não, que eu sou chique).

Essa micareta foi prenúncio da morte política de Jair Bolsonaro, com o corpo já em decomposição. 

Os políticos 'aliados', com faro bom pra defunto político, começaram a dar declaração 'em off' de que vão se afastar, de que não aprovam e blá-blá-blá.

Os seis mil militares do Planalto devem ter ido todos ao mesmo churrasco. "A agenda já estava ocupada, sorry." Os militares sentiram a roubada, não teve nem Parada. E isso é muito evidente. Nunca vi abrirem mão espontaneamente de evento de data patriótica, boa ocasião pra dar o garboso passo de ganso e usar a farda de gala com medalhas, colares, condecorações locais, regionais, internacionais e até interplanetárias, se houver. 

Alguém ouviu hino evangélico, cantora gospel, Pai Nosso? Eu também não. E os sertanojos, deram as caras?

Enfim, do elenco-lixo de Bolsonaro, só compareceu o chorume.