Segurança Pública

PM suspeito de agredir grávida no MA se entrega à polícia

Empresária investigada por tortura e agressões foi presa em Teresina e levada ao Maranhão


Reprodução PM suspeito de agredir grávida no MA se entrega à polícia
PM suspeito de agredir grávida no MA se entrega à polícia

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, suspeito de participação nas agressões contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos no Maranhão, apresentou-se à polícia nesta quinta-feira (7) e negou envolvimento no crime. Já a empresária investigada no caso foi presa em Teresina e transferida para o Maranhão.

O que aconteceu

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos se apresentou às autoridades após a Justiça do Maranhão decretar sua prisão preventiva por suspeita de participação nas agressões contra uma empregada doméstica grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, na Grande São Luís. Em depoimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar, ele afirmou que não participou do crime.

Segundo o policial, ele conhece a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos há cerca de seis anos. Michael Bruno declarou que, no dia 16 de abril, recebeu uma ligação do marido da empresária para entregar documentos relacionados ao aumento de score de um cliente. Já no dia 17 de abril, data em que as agressões teriam ocorrido, afirmou ter ido até a residência apenas para entregar os documentos.

 

Empresária suspeita de agredir empregada grávida no Maranhão é presa em Teresina
  


A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Maranhão instaurou procedimento interno para investigar a possível participação do PM no caso.

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, investigada por tortura, ameaça, lesão corporal e constrangimento ilegal, foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, no bairro São Cristóvão, zona Leste da capital. Após a prisão, ela foi encaminhada ao Maranhão.

De acordo com as investigações, a vítima trabalhava na residência da empresária, em Paço do Lumiar, e teria sido agredida após ser acusada de roubar uma joia. Conforme a denúncia, a doméstica foi arrastada pelos cabelos, sofreu coronhadas e teve uma arma colocada em sua boca.

As investigações apontam que o policial militar também teria participado das agressões e da tortura dentro da residência.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, a prisão da empresária ocorreu após troca de informações entre as forças de segurança do Maranhão e do Piauí. Ela foi localizada em um posto de combustíveis acompanhada do marido e do filho de 8 anos. Contra Carolina havia mandado de prisão expedido pela Justiça do Maranhão.

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