Segurança Pública

Polícia do Piauí prende suspeitos de atuar em esquema milionário de jogos de azar

A ação ocorreu em cidades do Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Pará


Reprodução Polícia do Piauí prende suspeitos de atuar em esquema milionário de jogos de azar
Polícia do Piauí prende suspeitos de atuar em esquema milionário de jogos de azar

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (24) durante uma operação da Polícia Civil do Piauí contra um esquema interestadual de exploração de jogos de azar, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ameaças a apostadores. A ação ocorreu em cidades do Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Pará. As investigações apontam que o grupo movimentou cerca de R$ 11,5 milhões.

O que aconteceu

A operação foi conduzida pela Diretoria de Operações Policiais (DEOP) da Polícia Civil do Piauí, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão em Pirapora (MG), Teresina (PI), Timon (MA) e Rondon do Pará (PA). Apenas em Teresina, 16 mandados de busca foram executados.

Segundo as investigações, a organização explorava o jogo de azar conhecido como “Quer Ganhar” por meio de uma estrutura organizada, com divisão de tarefas, recrutamento de vendedores e utilização de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos obtidos ilegalmente.

O inquérito foi instaurado após informações repassadas pela Polícia Civil de Minas Gerais. As apurações indicam a venda irregular de bilhetes numerados, possível manipulação de resultados por meio do controle de bilhetes não comercializados e divulgação dos sorteios em plataformas digitais.

Também foram registradas denúncias de intimidação e ameaças contra apostadores que reivindicavam premiações supostamente conquistadas.

Relatórios de Inteligência Financeira baseados em comunicações ao Coaf identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, totalizando aproximadamente R$ 11,5 milhões em operações consideradas atípicas.

Com base nas evidências, a Polícia Civil solicitou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens móveis avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão. A ação contou ainda com apoio do DRACO e da CORE da Polícia Civil do Piauí.

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