Não existe almoço grátis: EUA impõe à Ucrânia entrega de minérios como 'pagamento' por ajuda militar
O presidente Donald Trump exigindo que Zelensky entregue US$ 500 bilhões em minérios

A crise entre Estados Unidos e Ucrânia atingiu um novo patamar de subserviência e pressão econômica, com o presidente Donald Trump exigindo que Kiev entregue US$ 500 bilhões em minérios críticos como forma de retribuição pela assistência militar recebida de Washington. A informação é do 247.
A negociação, que está em seus "estágios finais", seguiu um caminho tenso. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky chegou a recusar um rascunho do acordo no início de fevereiro, gerando irritação na Casa Branca e colocando em risco o suporte dos EUA à Ucrânia. Trump, que vem adotando uma posição cada vez mais agressiva em relação ao conflito, insiste que a Ucrânia deve arcar com os custos do apoio recebido durante o governo Joe Biden.
Segundo Olha Stefanishyna, vice-primeira-ministra da Ucrânia, os dois países "estão na fase final das negociações sobre o acordo de minérios", destacando que as tratativas têm sido "muito construtivas" e que "quase todos os detalhes-chave foram finalizados". Em uma postagem na rede X, ela afirmou que espera que os líderes dos dois países assinem o acordo em Washington "o mais rápido possível" para demonstrar um compromisso de longo prazo.
A imposição de Trump, no entanto, revela um cenário de total subordinação da Ucrânia. Zelensky, que tem buscado apoio ocidental a qualquer custo, declarou que não reconhecerá a assistência de Biden como um empréstimo, mas não esconde a pressão para ceder aos interesses americanos. Segundo ele, os EUA já forneceram US$ 67 bilhões em armas e US$ 31,5 bilhões em apoio financeiro direto, recursos que agora Trump quer cobrar com os minérios ucranianos.
A previsão é que o acordo seja assinado ainda nesta semana, consolidando um dos maiores espólios econômicos da guerra. Se concluído, ele garantirá aos Estados Unidos acesso privilegiado às vastas reservas minerais da Ucrânia, enquanto Kiev segue cada vez mais dependente e vulnerável às imposições de Washington.
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