Política

Lula chama família Bolsonaro de "traidores da Pátria" após ação sobre tarifas nos EUA

Presidente acusa família Bolsonaro de atuar contra os interesses nacionais após documento enviado ao governo norte-americano sobre tarifas comerciais


Reprodução Lula chama família Bolsonaro de "traidores da Pátria" após ação sobre tarifas nos EUA
Lula critica ação de Flávio Bolsonaro sobre tarifas nos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da família Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos após o senador Flávio Bolsonaro apresentar ao USTR um documento sobre tarifas comerciais. Lula afirmou que a iniciativa prejudica os interesses nacionais e reforçou a defesa da soberania brasileira.

O que aconteceu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quinta-feira (2), a atuação da família Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregar ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) um documento de 86 páginas sobre a possível adoção de tarifas contra produtos brasileiros.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a iniciativa representa uma tentativa de submeter os interesses do Brasil aos dos Estados Unidos. O presidente também declarou que a política externa brasileira continuará sendo conduzida com base no diálogo entre nações em condições de igualdade.

Na manifestação, Lula classificou como atitude de "traidores da Pátria" a proposta de adiar o chamado tarifaço para depois das eleições e responsabilizou a própria família Bolsonaro pela origem da disputa comercial, afirmando que seus integrantes defenderam publicamente o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros.

O presidente ainda criticou propostas de enfraquecimento do Mercosul e afirmou que o bloco é estratégico para o país, destacando o recente acordo firmado com a União Europeia. Sobre o Pix, investigado pelo USTR, disse que o sistema de pagamentos é uma conquista brasileira e rejeitou qualquer possibilidade de atender a interesses estrangeiros.

No documento enviado ao USTR, Flávio Bolsonaro argumenta que a aplicação imediata das tarifas fortaleceria politicamente o governo Lula e causaria prejuízos aos Estados Unidos e aos brasileiros favoráveis ao estreitamento das relações entre os dois países. O senador propõe a suspensão temporária da medida, a abertura de negociações sobre seis temas investigados pelo USTR e pretende defender sua proposta em audiência pública em Washington na próxima segunda-feira (6), antes da decisão prevista para 15 de julho.

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