Homem-bomba: conheça o bolsonarista que se explodiu DF
Bolsonarista morreu ao explodir artefatos na Praça dos Três Poderes na quarta-feira (13)

Francisco Wanderley Luiz, ou Tiú França, de 59 anos, é o homem que se explodiu na noite dessa quarta-feira (13), na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Natural de Rio do Sul, em Santa Catarina, ele morava na capital federal há cerca de quatro meses e trabalhava enquanto chaveiro.
Em 2020, Tiú foi candidato a vereador de sua cidade natal pelo Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro e seu clã, obteve 98 votos e não foi eleito para a vereança de Rio do Sul.
Tiú morava em Ceilândia, cidade satélite de Brasília e, segundo declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele teria R$ 263 mil em bens, distribuídos entre motocicletas, três carros e um prédio residencial.
Deputado conhecia França
O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) afirmou em entrevista à CNN, que conhecia França desde a juventude. “O Frana, a família dele, um amigo querido lá de Rio do Sul, a minha terra, desde a minha juventude que eu conheço ele e conheço a família dele”.
Ainda de acordo com o parlamentar, Francisco Wanderley era um empreendedor de sucesso em sua cidade natal.
“Sempre foi um cara de vanguarda, um cara muito atualizado, antenado com as tendências do mercado. E ele dominou o cenário das noites em Rio do Sul por muito tempo”, relatou.
Relembre o caso
Candidato a vereador de Rio do Sul (SC) pelo Partido Liberal em 2020, o chaveiro Francisco Wanderley Luiz antecipou nas redes sociais um ataque a bombas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. As informações são do Metrópoles.
“Vamos jogar??? Polícia Federal, vocês têm 72 horas para desarmar a bomba que está na casa dos comunistas de merda: William Bonner, José Sarney, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso… Vocês 4 são VELHOS CEBÔSOS nojentos”, escreveu ele, em imagem publicada no Facebook.
“Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de matérias etc. Início 17h48 horas do dia 13/11/2024… O jogo acaba dia 16/11/2024. Boa sorte!!!”, prosseguiu.
Conhecido como Tiü França, Francisco é o dono do carro carregado de fogos de artifício que explodiu no estacionamento do Anexo IV da Câmara dos Deputados.
Veja o que o jornalista Luiz Costa Pinto escreveu sobre Tiú França:
O terrorista suicida de extrema-direita Francisco Luiz Wanderley, 59 anos, homem de cor branca, nascido em Santa Catarina e sem formação universitária (parou no 2° Grau) carregava em si a síntese dos transtornos e recalques açulados na parcela doentia do País pelo bolsonarismo.
As bombas caseiras que detonou em Brasília na noite da última 4a feira são o estopim que farão aflorar o poço infernal habitado pelos atormentados manipulados por lideranças escroques, canalhas, ladinas e aproveitadoras como Bolsonaro, Malafaia, Mourão, Braga Neto, os filhos de Bolsonaro, a dep. Bia Kicis, a sen Damares Alves, os Pablos Marçais da vida.
O terrorista suicida cria-se herói. Saiu de Rio do Sul, SC, onde obteve escassos 98 votos em 2020, quando se candidatou a vereador (e onde foi processado por promover festas negacionistas de arromba durante a pandemia, desafiando o coronavírus e a escalada de mortes), e alugou uma casa em Ceilândia para dali planejar os atentados.
Na selfie, publicada no próprio perfil dele no whatsapp, fotografou-se dentro do plenário do STF. Provavelmente, num tour de fim de semana, fez uma "visita de inspeção" ao seu alvo. Era um doente, mas, não era um coitado: deixou-se usar e manipular pelos canalhas que espalharam ódio e extremismo no Brasil e escala inédita.
O vírus da loucura de extrema-direita, do radicalismo associado à ignorância e potencializado pelos recalques dos fracassos pessoais, está produzindo doentes como esse transtornado de Santa Catarina. Não há nem glória, nem heroísmo no suicídio desse homem-bomba brasileiro. Há, sim, um cortejo de crimes dos extremistas de direita. A Justiça brasileira, pé inarredável do nosso tripé institucional do Estado Democrático, precisa acelerar o julgamento e as sentenças aos líderes do bando de loucos que começam a sair das catacumbas onde se escondiam.
Francisco Luiz Wanderley não merece pena, nem penhor por sua alma torturada: merece, isto sim, reflexões em torno do que o adoeceu e ação célere do Judiciário contra os disseminadores de ódio na sociedade brasileira.
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