Segurança Pública

Gleisi comemora medida antiarmamentista e defende fim dos CACs

Decreto do presidente Lula que restringe o acesso a armas de fogo e munições foi anunciado nesta sexta-feira (21)


Foto: ReproduçãoGleisi Hoffmann (PT)
Gleisi Hoffmann (PT)

 

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) usou as redes sociais para comemorar o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que restringe a compra de armas de fogo e munições por parte de civis, que foi editado nesta sexta-feira (21), e para afirmar que o fim dos chamados CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores), seria “providencial”. 

“Novo decreto do Governo Lula vai limitar ainda mais a compra de armas e aumentar a fiscalização dos CACs, acabando com acesso a armas exclusivas das Forças Armadas e munições a rodo. Bolsonaro chegou a permitir que uma pessoa tivesse 30 pistolas 9mm e 30 fuzis 7.62. Os CACs que foram usados pra armar inclusive bandidos, vão ser fiscalizados agora pela PF e deveriam ser fechados. Para que serve um clube de colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores, a não ser para estimular violência? O fim dos CACs seria providencial”, postou Gleisi no Twitter.


Os ajustes finais no texto do decreto foram definidos na quinta-feira (20) durante uma reunião ministerial. Na ocasião, ficou decidido que o novo decreto sobre armas permitirá o uso do calibre 9 mm apenas pelas forças de segurança, e a fiscalização dos CACs ficará sob responsabilidade da Polícia Federal. O decreto também vai proibir que os clubes de tiro fiquem abertos 24 horas e funcionem perto de escolas e outras unidades educacionais.

Dados mais recentes compilados pelo Relatório Brasileiro de Segurança Pública, baseados em informações oficiais do Exército, apontam que o número de pessoas com registros CAC aumentou quase sete vezes ao longo do mandato de Jair Bolsonaro (PL) em relação ao governo anterior.

Em 2018, antes da posse de Bolsonaro, o país contava com 117,5 mil pessoas cadastradas como CACs, representando 56 indivíduos a cada 100 mil brasileiros. Atualmente, esse número é de 783,4 mil registros, ou seja, 386 autorizações a cada 100 mil habitantes. Isso representa um acréscimo de 37% em relação a 2021, o que significou mais de 211 mil novos certificados de registros de armas emitidos em apenas um ano. A corrida armamentista foi incentivada pelo governo Bolsonaro que tinha nos CACs uma de suas principais bases de apoio.

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