Wellington Dias pensando em Segurança Pública, os 2 outros na eleição

Jair Bolsonaro e Sergio Moro vão se atritar mais conforme se aproxime a eleição

Foto: Fotos UOLUm preocupado com o que é público, outros, com  a eleição
Um preocupado com o que é público, outros, com a eleição

O governador do Piauí, Wellington Dias, usou hoje uma rede social para reafirmar sua posição pela criação do Ministério da Segurança. Disse Dias:

“Em 2017 o Fórum dos Governadores já aprovou com apoio unânime, e eu continuo defendendo a criação do Ministério da Segurança, separado do Ministério da Justiça. No Piauí, em 2003, tinha Secretaria da Justiça e Segurança e fiz a separação, e permanecem até hoje.

Com o Sistema Integrado Nacional de Segurança, defendemos o Plano de metas para todo o Brasil e ainda defendo a aprovação da PEC que cria o Fundo Nacional de Segurança Pública, sem contingenciamento.

O Brasil tem uma política nacional de Saúde, Social e de Educação porque tem uma área específica nacional e em cada Estado, e ainda tem as metas e um Fundo não contingenciado para sustentação. É isto que precisa na Segurança.”

Esta posição de Wellington Dias tem a ver com convicções políticas dele e com estudos técnicos. Mas, na verdade, falando do assunto hoje, Wellington Dias, apenas se aproveita do tema que galvaniza as atenções da análise política: o embate entre Jair Bolsonaro e Sérgio Moro.

Jair, como sempre, ameaçou e voltou atrás. Depois do último Roda Viva, da TV Cultura, disse que iria criar o Ministério da Segurança e Sergio Moro ficaria apenas com a Justiça. Hoje, já diz que tudo permanecerá como esta.

Pesquisas revelam que a popularidade do Ministro da Justiça é maior até que a do Presidente da República. Moro não esconde sua vontade de ser presidente do páis e reafirmou isso na última segunda feira no Roda Viva. Jair Bolsonaro, embora se dizendo cansado de ser presidente, deseja permanecer no cargo após 2022.  

Ou seja, a direita está dividida. Não bastasse João Dória, Wilson Witzel e Luciano Huck com pretensões presidenciais o governo tem dois fortes candidatos: Jair Bolsonaro e Sergio Moro. Mas só existe uma vaga para presidente.

No fundo, no fundo o governo federal não está interessado em Segurança Pública, nem em Justiça. Se tudo permanecer como está, ou se um ministério for criado, o alvo é apenas a eleição presidencial de 2022.