Sobrevivênvia. Do rio e do Homem

O rio é o Poti, o homem o Ricardo

Foto: Sâmia MenezesA vida dos pescadores do Poti (1)
A vida dos pescadores do Poti (1)

Por Sâmia Menezes, jornalista 

Sobrevivênvia. Do rio e do Homem

Um rio que já não é rio

Virou lençol de águapé

Tem na prece do seu Ricardo

Um bocadinho de fé

Ele vive da pesca

Precisa peixe pescar

Mas a danada da ironia

Fez questão de lhe visitar

Quando tudo esta tranquilo

Até seis quilos de peixe ele traz

Pra vender ou pra comer

Aquilo lhe satisfaz

Mas já tem um mês

Que nenhum peixe ele cansegue pegar

Decidiu entrar no rio

Pra quem sabe a sorte arriscar

Colocou a bicicleta na canoa

E com uma vara bem grande

Os águapes resolveu afastar

Mas ja era dez horas do dia

E nenhum peixe a fisgar

O cansaço lhe tomava conta

E ele nada de parar

"Seu eu não vier, ninguém nada me dá"

Disse com voz cansada

Numa pausa rápida pra respirar

De tanto colocar força

Tentando pelos aguapés passar

O rio é o Poti

O pescador é Ricardo

Seu sobrenome é resistência

Foto: Sâmia MenezesA vida dos pescadores do Poti (2)
A vida dos pescadores do Poti (2)

Foto: Sâmia MenezesA vida dos pescadores do Poti (3)
A vida dos pescadores do Poti (3)

Foto: Sâmia MenezesA vida dos pescadores do Poti (4)
A vida dos pescadores do Poti (4)