Reforma da Previdência: embate entre governo do Piauí e servidores

Os servidores estaduais programam greve caso a proposta de reforma seja aprovada

Foto: CUT PiauíPaulo Bezerra
Paulo Bezerra

A luta dos servidores públicos do Piauí segue firme contra a Reforma da Previdência do Estado, elaborada pelo Governado Wellington Dias. Colocada em regime de urgência, a PEC 03/2019 seria votada na manhã desta terça (10), mas diante da pressão dos servidores, não houve votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da ALEPI.

Após Sessão Ordinária realizada nesta terça, com deputados, representantes de várias entidades, servidores públicos do estado, e centrais sindicais, ficou definido que acontecerá uma Audiência Pública, nesta quarta-feira (11/12/2019), na sala da CCJ ás 08:30h, que tem como objetivo ouvir as entidades representativas dos servidores públicos.

Nesta audiência ficou deliberado pelos deputados que somente três representantes por entidades poderão participar da audiência pública, sendo este um fato considerado pelo Presidente da CUT-PI Paulo Bezerra um absurdo, tendo em vista que uma audiência quando designada a ser “Pública” não pode limitar participações.

“É lamentável o que estamos vendo acontecer no nosso estado, essa discussão nessa audiência pública não é voltada para o público, para o povo, isso é um retrocesso que não podemos permitir, mas não seremos antidemocráticos, estaremos firmes e fortes na luta em defesa dos servidores públicos, contra essa reforma da previdência que é maléfica aos trabalhadores”, disse o presidente da CUT.

A Presidente do SINTE-PI e Vice da CUT-PI, Paulina Almeida, deixou clara a sua indignação diante da postura dos deputados, onde mencionou durante o seu discurso após a sessão ordinária, que limitar a quantidade de representantes, e não permitir a participação do povo é algo que não se pode admitir.

“ Isso é autoritarismo, se é uma audiência pública, todos (as) podem participar, e não apenas três representantes por entidade, deixo aqui o meu lamento, e total repúdio a esta audiência que será apenas de fachada, mas não desistiremos da luta, nossa palavra de ordem é resistência, e quero aqui convocar a toda a categoria de servidores públicos a marcarem presença nesse momento de grande enfrentamento”, argumentou Paulina.

O indicativo de Greve Geral em todo o estado foi aprovado após o encerramento dos discursos dos representantes das entidades, deixando claro que “Tem que parar pra reforma não passar".