Piauí Acolhe realiza a sensibilização, capacitação e Busca Ativa nos municípios

O Programa Piauí Acolhe tem por objetivo localizar e pagar um benefício de R$ 500 para as crianças que perderam os pais para a Covid-19

Foto: Reprodução/SascPrograma Piauí Acolhe
Programa Piauí Acolhe

 

Técnicas da Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) estão realizando capacitação de gestores e técnicos nos municípios para esclarecimentos sobre o programa Piauí Acolhe. Na última semana foram visitados os municípios de São Raimundo Nonato, Guaribas e Uruçuí

O Programa Piauí Acolhe tem por objetivo localizar e pagar um benefício de R$ 500 para as crianças que perderam os pais para a Covid-19. Desde o início do programa, em outubro de 2021, já foram cadastrados, por meio de Busca Ativa no Piauí, 13 órfãos que perderam um ou os dois pais.

A Diretora de Gestão do Suas da Sasc, Rosangela Sousa, destaca que o programa visa atender e acompanhar os órfãos da Covid-19 em suas necessidades psicossociais através do Cras mais próximos da sua residência. Entre os requisitos para receber o auxilio, a família de origem ou a família que acolhe deve receber até três salários mínimos, os órfãos devem ter menos que 18 anos, residirem no Piauí a mais de um ano, não obrigatoriamente sendo piauiense. “O órfão tem direito contanto que o Cras descubra que eles realmente preenchem todos os requisitos e o fundamental é que na certidão de óbito esteja escrito que a causa mortis do genitor foi exatamente a Covid. O benefício vale para a morte de um único genitor, ele não precisa ter perdidos os dois”, completa Rosangela.

Foto: Reprodução/SascReunião do Piauí Acolhe
Reunião do Piauí Acolhe

 

De acordo com a assistente social da Sasc, Camila Nogueira, uma das principais dificuldades para inclusão das crianças no cadastro é exatamente a comprovação por meio de certidão de óbito que a morte dos pais se deu por conta da Covid-19. “Muitos orfãos já foram beneficiados, por meio do aditivo a Lei 7.611, que estende o benefício a quem perdeu apenas um dos pais, ainda assim é difícil, pois muitas famílias no interior não buscaram a comprovação da causa da morte do parente”, diz Camila.

A assistente social ainda explica que as capacitações têm ajudado a tirar dúvidas importantes sobre o programa e as buscas apresentam resultados imediatos. “Depois das capacitações realizamos visitas às famílias que perderam parentes, e, caso as crianças preencham os requisitos, elas já entram para o cadastro”,  no sistema Sasc Integração informa ela.

Até o final do mês de abril já foram realizadas capacitações nos municípios de Água Branca, Pedro II, Picos, Paquetá, Oeiras, Altos, Campo Maior, Teresina, Jatobá, São Raimundo Nonato, Guaribas, Uruçuí, Antônio Almeida, Baixa Grande do Ribeira e Ribeiro Gonçalves.

As próximas capacitações estão previstas ainda para o mês de maio. Serão contemplados os municípios de Nazária, Palmeirais, Fartura do Piauí, Dom Inocêncio, Piripiri, Buriti do Lopes, Piracuruca e Pedro II.

Com informações da Sasc

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