Ministro do Turismo ataca Lula: “Safado, ex-presidiário e cachaceiro”

Gilson Machado criticou pelas redes sociais o ex-presidente e afirmou que ele foi lamber bota de europeu e difamar o Brasil no exterior

Foto: DivulgaçãoGilson Machado
Gilson Machado

 

Metrópoles - O ministro do Turismo, Gilson Machado, criticou neste sábado (20/11), pelo Twitter, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela viagem realizada por países da Europa. O ministro, que esteve com Bolsonaro no giro de seis dias pelo Oriente Médio na última semana, afirmou que o governo está “dando o sangue” para reconstruir a imagem do Brasil, mas Lula difama o país no exterior.

Gilson, então, xingou o ex-presidente de “cabra safado, ex-presidiário e cachaceiro”.

O presidente Jair Bolsonaro (ex-PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL) já reclamou de comparações feitas entre o roteiro pelo Oriente Médio e a viagem do ex-presidente à Europa, que ocorreram no mesmo período.

Enquanto Bolsonaro visitava o Golfo Pérsico, com passagens pelos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar, Lula fez um tour pela Alemanha, Bélgica, França e Espanha. O petista foi aplaudido de pé pela ala social democrata do Parlamento Europeu, sediado na Bélgica. Ele também reuniu-se com Olaf Scholz, futuro chanceler alemão.

a quarta-feira (17/11), Lula foi recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Elysée, residência oficial do mandatário francês, com protocolo de chefe de Estado. O encontro marcou posição ante o presidente Bolsonaro, que é desafeto político de Macron, em um momento em que as relações entre Brasil e França estão estremecidas.

Na sexta-feira (19/11), o petista se reuniu com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, no Palácio de Moncloa, em Madri, sede do governo.

Nas reuniões com as lideranças europeias, Lula elencou a agenda ambiental e o combate à fome como os dois assuntos prioritários.

Analistas políticos avaliam que a viagem de Lula, além de fazer um contraponto ao governo Bolsonaro em dois temas sensíveis no exterior — a preservação do meio ambiente e a escalada da pobreza no Brasil —, mostrou o isolamento do atual presidente.