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Lula e Bolsonaro viram pauta no BBB em discussão sobre porte de armas

Luigi e MC Bin Laden criticaram Nizam, que defendeu política bolsonarista de ampliação de acesso a armamentos.

Foto: Reprodução/TV GloboMC Bin Laden e Nizan do BBB 24; artista se incomodou com defesa de armas feita pelo colega de confinamento
MC Bin Laden e Nizan do BBB 24; artista se incomodou com defesa de armas feita pelo colega de confinamento

 

As críticas de um dos participantes do programa Big Brother Brasil ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às políticas de prevenção ao porte de armas levantaram debate e polêmica na casa do reality show nesta quarta-feira (17).  

Ao comentar sobre um assalto que teria sofrido, Nizam, um dos integrantes do elenco, defendeu o armamento da população e disse que os criminosos não seriam presos porque Lula é o presidente. Momento depois, em uma conversa reservada, a postura foi duramente condenada por Luigi e MC Bin Laden.

“O Nizam ali chapou (falou algo fora da realidade). Já foi comprovado, muita gente com depressão, ansiedade, psicologicamente (o Brasil) não é nem um país preparado para o porte de arma”, afirmou o MC. Na Sequência, ele ressaltou, “Ele estava defendendo o Bozo, tá ligado, né?”, se referindo a Jair Bolsonaro (PL).

Luigi pediu para que o colega não citasse o ex-presidente, lembrando que a política é um assunto que costuma ser evitado dentro da casa do BBB. Ainda assim, ele endossou a percepção negativa sobre as afirmações de Nizam. “Aquele papo foi o suficiente para mim. Eu e você que viemos da favela? Nós vemos o bagulho rolando. Logo para nós?”.

MC Bin Laden concordou e disse que as afirmações de Nizan foram a gota d’água. “Eu vou defender arma? Prefiro defender livro e educação.” O brother ainda destacou que o presidente Lula só "ajudou a população pobre do país". 

Números 

A percepção exposta por Nizam, que relaciona o porte de armas a mais segurança para a população, não é incomum. No entanto, pesquisas e estudos já comprovaram que o resultado é justamente o contrário. Sociedades com maior circulação de armamentos são mais violentas. 

No Brasil, o governo de Jair Bolsonaro facilitou o acesso a licenças para caçadores, colecionadores e atiradores desportivos (CAC). Os anos de políticas de controle mais brandas levaram a um aumento significativo de roubo de armas, que acabam no crime organizado. 

Somente no ano passado, de acordo com dados obtidos pelo jornal O Globo, a média desse tipo de ocorrência foi superior a 120 por mês. Além disso, também houve alta nos crimes cometidos pelos próprios CACs, com destaque para o feminicídio e a violência doméstica.

Durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022, mais de um milhão de armas foram registradas. No total, 1.354.751 novos armamentos entraram em circulação nesse período, segundo dados colhidos por meio da Lei de Acesso à Informação, analisados pelo Instituto Sou da Paz e Instituto Igarapé.

No ano passado, os novos registros de armas de fogo para uso pessoal no Brasil despencaram e chegaram ao menor resultado desde 2004. Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), foram 20.822 cadastros, uma queda de 82% em relação ao ano anterior, o último da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

Com informações do BDF

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