Intercept: No Piauí, líderes políticos defendem investigação e prisão dos verdadeiros bandidos

Intercept: No Piauí, líderes políticos defendem investigação e prisão dos verdadeiros bandidos


A esquerda brasileira está reanimada com as recentes divulgações do site Intercept, que revelaram conversas entre o então juiz Moro e o procurador Delton Dellagnol, durante a Operação Lava Jato.
O presidente estadual do PCdoB e secretário de Governo, Osmar Júnior, defende uma profunda investigação. Para ele, está caracterizada a ação contra a lei exercida tanto pelo Ministério Público e especialmente pelo juiz Moro. "A regra brasileira diz que o juiz não pode interferir no processo de investigação. Ele tem que se postar na condição de árbitro, portanto tem que ouvir a acusação e a defesa e, à luz do que está estabelecido na lei, decidir. Tudo indica, até agora, que ele tomou partido, acertou com o Ministério Público ações da investigação que tinham como objetivo prejudicar o ex-presidente Lula", declarou.
Da mesma forma, observa o secretário, Moro articulou ação na mídia no sentido de fortalecer a posição do Ministério Público acusador e do próprio juízo e prejudicar o acusado. "Esse caso deve ser objeto de uma profunda investigação", enfatiza.
Ex-deputado federal e advogado, Osmar Júnior observa ainda que não se pode admitir em hipótese alguma que o Estado promova ilegalidade em nome do combate ao crime. "Para o regime democrático, não se pode combater o crime praticando crime. Essa é uma regra de outro que não podemos aceitar que seja quebrada", enfatiza.
Indagado sobre o assunto, o presidente do Partido dos Trabalhadores no Piauí e deputado federal Assis Carvalho cita a Bíblia, especificamente a passagem do Evangelho de São Lucas, 18,14: "todo que se exalta será humilhado e todo que se humilha será exaltado".
Para ele, a humilhação dirigida ao ex-presidente Lula só aconteceu porque o estado de direito está sendo desconsiderado no Brasil e o país vive um estado de exceção. "Primeiro eles condenaram o Lula para depois ouví-lo. E qualquer argumento que ele ali apresentasse, com provas, não teria nenhum valor porque a decisão já estava tomada: o que interessava era a narrativa", declara, observando que os interesses norte-americanos de domínio da soberania brasileira tinham como principal representante o ministro-político Sérgio Moro.
Para Assis Carvalho, aos Estados Unidos interessava prender o maior líder político brasileiro, tendo como interesse principal se apropriar das riquezas do Brasil.
A mentira que esta sendo revelada pelo site Intercept, segundo ele, já era conhecida por várias lideranças de esquerda mas infelizmente a força midiática não dava vazão. "A verdade está vindo à tona através deste grande serviço do site Intercept. Não há mais dúvida nenhuma que o Brasil está vivendo sob um estado de exceção, que o estado de direito está sendo totalmente sufocado e a constituição rasgada", declarou.
O deputado espera que os recentes acontecimentos reestabelecam a democracia no Brasil. "Que a gente tenha o Lula livre o mais rapidamente possível e que aqueles que praticaram o crime, como o Moro, o Deltan e outras autoridades possam ir para a cadeia, porque lá sim é lugar de bandido que rasga a Constituição Brasileira e infelizmente coloca um homem probo, sério, honesto, um líder popular na cadeia, cometendo a maior injustiça que já aconteceu nesse país nas últimas décadas", declarou.