Aos indecisos sobre o momento político brasileiro, há uma questão importante a ser definida: do lado de quem querem estar? Dos peemedebistas Eduardo Cunha, Romero Jucá e Eliseu Padilha, que já foram citados em vários escândalos e sacramentaram a traição contra a presidente Dilma Rousseff? Dos tucanos José Serra e Aécio Neves que foram a Portugal pregar a ruptura da ordem democrática? Ou de Letícia Sabatella, que mesmo fazendo oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, foi ao Palácio do Planalto defender a democracia? Quem sabe, então, de Chico Buarque, que, depois de ter vivido 1964, agradeceu aos jovens que foram às ruas ontem e lhe deram a certeza de que a tragédia do passado não se repetirá no presente? Ou, ainda, de Wagner Moura, que, num artigo cristalino, cravou que Dilma é vítima de um golpe clássico? Nunca foi tão simples optar entre o certo e o errado
Em tempos de intensa polarização política, milhões de brasileiros já foram às ruas para se manifestar contra e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se no dia 13 de março, multidões defenderam sua saída, o troco veio nos dias 18 e 31 do mês passado, quando muitos gritaram, em várias cidades do País, o coro "não vai ter golpe".
No entanto, há ainda aqueles que permanecem indecisos. Discordam dos rumos do governo e sofrem com a crise econômica, que, em grande medida, decorre da crise política, mas também sentem o cheiro de algo estranho no ar.
Democracia e resistência
A verdade é que nunca foi tão fácil escolher entre o certo e o errado, não apenas no presente, mas também diante da História.
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