Doutor em Antropologia

Arnaldo Eugênio

Doutor em Antropologia

A era da Educação Global

Foto: Montagem pensarpiauíEducação Global

Para Hargreaves (2000), devido às mudanças da sociedade contemporânea, a profissão do professor encontra-se em constante transformações, especialmente na dupla dimensão do ofício pedagógico: a intelectual e a afetiva. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN nº 9.394/1996) já prever a possibilidade de desvincular a educação escolar como exclusiva da sala de aula, privilegiando a autonomia do aluno, a transversalidade dos conteúdos, a alteridade, a integralidade do ser humano, a comunicabilidade e a cidadania.

Nas últimas duas décadas tem avançado as discussões sobre uma Educação Global ou a Educação Para o Desenvolvimento Global, como uma alternativa à Educação para o Desenvolvimento ou para o ENEM. No Brasil, já existem escolas que adotam um currículo internacional com o objetivo de formar alunos com pensamento global, crítico, multi e pluricultural.

A Educação Global é uma prática no ensino fundamental com uma proposta de intervenção participativa e contextualizada no currículo escolar, onde se busca integrar dimensões e contextos diversos da educação local à global, bem como as suas inter-relações com as demais áreas do conhecimento. É uma abordagem metodológicas na educação onde a aprendizagem é baseada na cooperação.

Na aprendizagem cooperativa há uma interdependência positiva entre os esforços dos participantes para aprender. Eles empenham-se no apoio mútuo para que todos os indivíduos se beneficiem com os esforços uns dos outros: em trabalhar juntos. A Educação Global quer promover a aprendizagem através da interação, melhorar as competências de comunicação, fortalecer a autoestima. E se utiliza de algumas metodologias, tais como: aprendizagem baseada na resolução de problemas e a aprendizagem baseada no diálogo.

A globalização pretende unificar currículos e práticas, visando instrumentalizar o cidadão. Portanto, a escola pode utilizar esta pretensão para buscar novos objetivos de cidadania e libertação, partilhando ideias e criando condições para que aconteça a percepção crítica das coisas, ensinando a viver e compreender a realidade, através de uma educação democrática e participativa (MENDES, 2009). A metodologia da Educação Global apresenta vários aspectos importantes, dentre os quais destacamos: escolher o ambiente de aprendizagem apropriado; desenvolver o pensamento crítico, estimular a curiosidade, estimular a criatividade.

A Educação para a Cidadania Global proposta pela UNESCO – 2º Relatório de Monitoramento Global da Educação Para Todos 2000 – 2015) é a tentativa de estabelecer o diálogo interdisciplinar na formação de alunos e cidadãos e a adaptação curricular como uma estratégia fundamental para o exercício da cidadania. Para tanto, as aulas deverão abranger vários métodos de aprendizagem – p.ex. debates e encenações -, que estão se tornando uma necessidade crescente para o currículo escolar básico. Como resultado, se espera que os estudantes aprendam a ser alunos de sucesso, indivíduos confiantes, cidadãos responsáveis e colaboradores eficazes.

Portanto, o cidadão (a educação) global é o indivíduo que busca ter uma compreensão de como o mundo funciona e tenta se manter bem-informado. Eles participam da comunidade em vários níveis e estão dispostos a serem proativos para tornar o mundo um lugar mais justo e sustentável para todos.

Portanto, o cidadão global é aquele indivíduo que busca construir uma compreensão de como o mundo funciona e tenta se manter bem-informado.

OBS: Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do pensarpiaui.