VÍDEO: Oficial de Justiça é agredido durante cumprimento de mandado em Teresina
A agressão, registrada em vídeo, ocorreu durante uma busca e apreensão. Sindojus-PI pede ações urgentes para proteger os Oficiais de Justiça.
O Sindicato dos Oficiais de Justiça do Estado do Piauí (Sindojus-PI) denunciou uma nova ocorrência de violência contra um servidor da categoria. O Oficial de Justiça Caio Resende foi alvo de agressão e teve o veículo danificado enquanto cumpria um mandado de busca e apreensão, na manhã de quinta-feira (30), na zona Sul de Teresina. A agressão foi registrada em vídeo.
Segundo o sindicato, o episódio é mais um reflexo da crescente onda de violência enfrentada pelos Oficiais de Justiça em todo o estado. A entidade afirma que tem recebido relatos frequentes de agressões físicas, verbais e de danos materiais contra profissionais durante o exercício de suas funções.
O presidente do Sindojus-PI, Carlos Henrique Bezerra Sales, destacou que a categoria enfrenta situações de risco diariamente, muitas vezes sem o suporte necessário. “Essas situações vêm se tornando cada vez mais comuns, o que evidencia o perigo a que somos submetidos e a urgência de medidas efetivas de proteção aos servidores que cumprem ordens judiciais”, afirmou.
O sindicato lembra que, na maioria dos casos, os Oficiais de Justiça utilizam veículos particulares para realizar diligências, arcando com os custos de deslocamento e expondo-se a riscos sem o apoio logístico adequado.
Em nota, o Sindojus-PI repudiou veementemente qualquer forma de agressão contra os seus membros e informou que acompanhará o caso para garantir que o responsável pelos danos seja punido civil e criminalmente. A entidade também voltou a cobrar do Estado e do Poder Judiciário medidas urgentes para garantir a segurança e o respeito aos profissionais que atuam na execução das ordens judiciais.
“Não podemos aceitar que cumprir a lei signifique colocar a própria vida em risco. É preciso que as autoridades olhem com mais atenção para a segurança desses profissionais, que são essenciais para o funcionamento da Justiça”, reforçou Carlos Henrique.
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