Piauí tem menor percentual de famílias em extrema pobreza do NE, afirma Rafael Fonteles
Dados apontam avanço no desenvolvimento social, fortalecimento do Bolsa Família
O governador Rafael Fonteles apresentou, nesta quinta-feira (12), no Palácio de Karnak, o panorama atualizado dos indicadores sociais do Piauí. A exposição reuniu dados técnicos integrados de diversas áreas do Governo do Estado e destacou os resultados das políticas públicas executadas nos últimos anos, com ênfase na redução da pobreza, ampliação da inclusão social, investimentos em esporte, juventude, cultura, fortalecimento das políticas para as mulheres e ações de enfrentamento às drogas.
Segundo o governador, o principal destaque da apresentação foi o desempenho do estado na área social. Ele ressaltou que o Piauí é hoje o estado do Nordeste com o menor percentual de famílias na extrema pobreza. “Isso mostra que as políticas públicas nessa área estão funcionando muito bem no Piauí, que é um estado de uma economia pequena, mas que consegue distribuir bem os recursos a ponto de ter o menor percentual de famílias de toda a região Nordeste na extrema pobreza.”
Para Fonteles, o resultado comprova que o governo tem conseguido “cuidar de quem mais precisa sem deixar ninguém para trás”. Ele atribuiu o desempenho ao planejamento e à execução das ações. “Muito trabalho. Primeiro, muito planejamento. Segundo, excelente execução e muitas entregas. E agora é a hora de comunicar isso ao povo. Os resultados são orgulhosos, os números comprovam isso, em cada uma das áreas, como foi no caso de hoje, desenvolvimento rural e também o desenvolvimento social, destacou.
Questionado sobre quais programas têm contribuído para a tentativa de zerar a extrema pobreza no estado, o governador citou ações do governo federal. “Os programas do governo do presidente Lula e do ministro Wellington, sobretudo o Bolsa Família e o trabalho ativo da Secretaria Municipais e Estadual para encontrar essas famílias e inseri-las nesses programas sociais. Esse é o principal trabalho.”
Fonteles destacou que o processo exige atuação proativa do poder público. “Isso não é simples, porque às vezes essas pessoas sequer sabem que têm o direito e, portanto, se o Estado não for proativo, não vai encontrar essas pessoas e vai ter dificuldade de zerar essa taxa da extrema pobreza, que é o nosso objetivo.”
Cadastro Único e articulação entre entes federativos
O secretário de Estado do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (SASC), João de Deus Sousa, também destacou os resultados apresentados. Segundo ele, é motivo de alegria o fato de o Piauí, com um dos menores orçamentos do país, alcançar indicadores de destaque nacional.
“É possível a gente reduzir não só a extrema pobreza, mas a pobreza de um modo geral”, afirmou. Ele ressaltou a importância do Cadastro Único (CadÚnico), construído em parceria entre os governos federal, estadual e municipais.
“O CadÚnico é riquíssimo. A gente sabe pelo perfil de cada família, do cadastro, do perfil econômico, quem é analfabeto, quem não é, se a criança está na escola ou não está, onde ela mora, se é na zona urbana ou na zona rural”, explicou.
A partir dessas informações, segundo o secretário, as secretarias municipais de assistência social, por meio dos CRAS e CREAS, conseguem identificar onde estão as famílias em extrema pobreza e direcioná-las aos programas sociais. Ele destacou o impacto econômico do Bolsa Família no estado. “O Bolsa Família injeta no Piauí 4 bilhões de reais por ano. Portanto, se você imagina o que isso significa para movimentar a economia de cada local, inclusive dessas famílias, a gente percebe a importância desse programa.”
João de Deus acrescentou que há programas complementares do governo federal que se somam ao Bolsa Família, como ações voltadas a crianças em situação de desnutrição e fora da escola. “Você articula para que ela chegue à escola, para garantir as condições para ela ir para a escola. É um programa realmente muito completo.”
Ele também destacou o papel dos técnicos de assistência social. “Isso ocorre graças aos nossos técnicos de assistência social e aos técnicos dos municípios, que somam 7 mil técnicos qualificados, e que a gente ajuda no assessoramento.” O secretário citou ainda a Escola do SUS do Piauí, inaugurada recentemente, como reforço na qualificação das equipes. “Na verdade, a gente trabalha de forma articulada, governo federal, governo estadual e governo municipal.”
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