Ciro deve negar aliança com Flavio após 90% do PP defender neutralidade
Estratégia eleitoral prioriza fortalecimento da bancada na Câmara
O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, informou a dirigentes e lideranças do partido, nesta terça-feira (21), que realizou consultas às bases da legenda e constatou que cerca de 90% dos filiados defendem uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026.
A avaliação deverá ser um dos principais argumentos apresentados por Ciro Nogueira ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante reunião prevista para esta quarta-feira (22). O encontro ocorre em meio às articulações para definir o posicionamento do PP na sucessão presidencial.
Bases do PP resistem a apoio formal a Flávio Bolsonaro
Nos bastidores, dirigentes do Progressistas afirmam que a resistência ao apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro vem crescendo nas últimas semanas. Entre os fatores apontados está o descontentamento de parte da legenda com a ausência de apoio público do senador quando Ciro Nogueira foi alvo de uma operação da Polícia Federal.
No entanto, esse não é o único motivo que pesa na decisão do partido.
Estratégia eleitoral prioriza fortalecimento da bancada na Câmara
Outro fator considerado decisivo é a estratégia eleitoral do PP para ampliar sua representação no Congresso Nacional. A legenda trabalha em conjunto com a federação União Brasil-PP para formar uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados, com a expectativa de eleger cerca de 120 parlamentares.
Nesse cenário, um eventual apoio formal a uma candidatura presidencial exigiria o compartilhamento de recursos do fundo eleitoral entre a campanha majoritária e as candidaturas proporcionais, reduzindo a capacidade de investimento na eleição de deputados federais.
Essa mesma estratégia levou o Progressistas a desistir da possibilidade de lançar a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como candidata à Presidência da República, priorizando o fortalecimento da bancada no Legislativo e a ampliação da influência da federação no Congresso Nacional.
Deixe sua opinião: