O Brasil foi às ruas: uma grande festa pela democracia. Veja videos!
Teve musica, palavras de ordens, discursos e muita festa pela Brasil apesar de alguns engraçadinhos
Neste domingo, o Brasil viveu uma grande festa em defesa da democracia. Ativistas, políticos, artistas, movimentos sociais, frentes populares e diversos setores da sociedade ocuparam ruas e praças em várias capitais e cidades do país para protestar contra a chamada PEC da Bandidagem e contra qualquer tentativa de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
Clima de mobilização e resistência
Em São Paulo, o Masp tornou-se um dos epicentros da mobilização. O ator Paulo Vieira, vestindo uma camiseta estampada com a imagem do presidente Lula, discursou pedindo que o Congresso se dedique a pautas de interesse popular, como, por exemplo a redução da jornada 6 x 1.
Na mesma cidade, a torcida corintiana deixou sua marca, entoando o coro que ecoou pela Avenida Paulista: “Eu não me engano, o Bolsonaro é miliciano”.
Do alto de seus 90 anos, a deputada Luiza Erundina emocionou a multidão ao caminhar rumo ao ato em São Paulo, arrancando aplausos e simbolizando a longevidade da luta democrática.
Arte, música e resistência cultural
No coração da capital federal, Djonga arrastou uma multidão, consolidando-se como um dos momentos mais vibrantes do ato em Brasília. O rapper mineiro, celebrado por seu engajamento político, foi saudado como “gigante” pelos manifestantes.
Ainda em Brasília, a criatividade popular ergueu um boneco inflável retratando Jair Bolsonaro como um presidiário diabólico, imagem que se tornou um dos símbolos visuais do protesto.
Na Bahia, em Salvador, a atriz Nanda Costa e sua esposa, Lan Lan, desfilaram ao lado da multidão resgatando o uso da bandeira do Brasil. A cena se completou com a presença de Wagner Moura e Daniela Mercury, em um encontro que uniu arte, música e política.
No Rio de Janeiro, em um shopping da Zona Sul, um homem vestindo a camiseta “Bolsonaro até o fim” causou tumulto, foi vaiado e precisou ser retirado por seguranças. O episódio mostrou a temperatura acalorada das ruas.
Já na chegada de Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil a um dos atos, a multidão celebrou a reunião de três ícones da música brasileira em defesa da democracia.
Atropelos e repressão
Se em boa parte do país a festa democrática se consolidou, em Santa Catarina houve repressão. O governador bolsonarista Jorginho Mello determinou o fechamento de uma ponte onde ocorreria manifestação e mobilizou a polícia, tentando impedir o ato. Mesmo assim, os protestos aconteceram em diversas localidades do estado.
Vozes das ruas
Os cantos populares deram o tom da irreverência e da revolta. Em algumas cidades ecoaram frases como: “Aqui tu não te cria que nós é caveira. Laranja a gente come, fascista a gente queima!” e ainda: “Eu vou comprar uma bala azul, e quem votou no Bolsonaro vai tomar no…”
Dia histórico
Entre música, arte, discursos e palavras de ordem, as manifestações de hoje mostraram que a sociedade brasileira permanece mobilizada contra qualquer retrocesso democrático. Se houve tentativas de repressão, houve também resistência e criatividade popular.
Hoje, pelas ruas do Brasil, celebrou-se a democracia — e afirmou-se em alto e bom som: anistia não, jamais!
Deixe sua opinião: