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Lula lidera, mas Flávio cresce e reduz diferença, diz Quaest

Pesquisa mostra presidente à frente em todos os cenários, enquanto Flávio Bolsonaro cresce e reduz diferença no 2º turno.


Reprodução Lula lidera, mas Flávio cresce e reduz diferença, diz Quaest
Lula lidera, mas Flávio cresce e reduz diferença

A nova pesquisa Quaest indica que Lula lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno para 2026, mas a vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuiu. O senador aparece consolidado como principal nome da oposição, reduz a distância entre independentes e registra avanço desde dezembro.

O que aconteceu

A rodada mais recente da pesquisa Quaest, encomendada pela Genial Investimentos e divulgada em 11 de fevereiro, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança em todos os cenários simulados para a eleição presidencial de 2026, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

No primeiro turno, foram testados sete cenários com até oito candidatos. Lula registra entre 35% e 39% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece de forma consistente na segunda colocação, variando de 29% a 33%. A diferença entre os dois oscila de quatro a oito pontos percentuais, conforme a composição dos concorrentes.

O levantamento é o primeiro a não incluir o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que declarou intenção de disputar a reeleição estadual. Também marca a estreia de Ronaldo Caiado (PSD) após sua filiação ao partido.

Em um dos cenários, Lula tem 35%, contra 29% de Flávio Bolsonaro. Ratinho Júnior (PSD) soma 8%; Romeu Zema (Novo), 4%; Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), 1% cada. Indecisos são 7%, enquanto 15% declaram voto branco, nulo ou dizem que não pretendem votar.

Em outra simulação, Lula chega a 38% e Flávio a 30%. Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com 4% cada. Nos cenários com Eduardo Leite (PSD), o governador alcança até 4%, e Caiado também atinge 4% quando incluído.

Nos três cenários comparáveis com pesquisas anteriores — com a mesma combinação de candidatos — Flávio Bolsonaro apresenta crescimento desde dezembro, enquanto Lula se mantém estável dentro da margem de oscilação. Ratinho Júnior, por sua vez, registra queda nas simulações em que aparece.

Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, os números indicam fortalecimento da candidatura de Flávio. Ele afirma que o senador conseguiu atrair tanto o eleitor bolsonarista quanto o eleitor de direita não alinhado diretamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ainda enfrenta o desafio de conquistar o eleitor independente, considerado decisivo. Lula, por outro lado, mantém força entre lulistas e eleitores de esquerda e segue numericamente à frente entre os independentes.

Nunes também destacou que, desde que foi indicado pelo pai como pré-candidato, em dezembro, Flávio cresceu oito pontos em um dos cenários que inclui Ratinho Júnior, Aldo Rebelo e Renan Santos. No mesmo período, Lula oscilou dois pontos para baixo, enquanto Ratinho caiu de 13% para 7%.

Segundo turno

No segundo turno, Lula lidera todos os sete cenários testados contra adversários da oposição, mas sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuiu.

No confronto mais apertado, Lula aparece com 43% das intenções de voto, contra 38% de Flávio. Em janeiro, a diferença era de sete pontos; em dezembro, de dez. De acordo com Felipe Nunes, houve uma redução residual da vantagem do presidente sobre o senador.

Entre os eleitores que se declaram independentes, a diferença também encolheu. Em janeiro, Lula tinha 37% nesse grupo, contra 21% de Flávio. Agora, o presidente marca 31%, enquanto o senador soma 26%, reduzindo a distância de 16 para cinco pontos percentuais.

A pesquisa também mediu o impacto da indicação de Flávio por Jair Bolsonaro. Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados afirmam estar cientes da escolha. Para 44%, o ex-presidente acertou ao lançar o filho como sucessor; 42% avaliam que ele errou. Nunes observou que cresce entre eleitores da direita e do bolsonarismo a percepção de que a indicação foi correta, o que se reflete em maior intenção de voto.

Em relação à avaliação do governo Lula, 49% desaprovam a gestão, enquanto 45% aprovam. Quando questionados sobre um eventual confronto contra alguém da família Bolsonaro, 55% acreditam que Lula venceria, ante 35% que apostam em um candidato com o sobrenome Bolsonaro.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula registra:

  • 43% contra 35% de Ratinho Júnior;

  • 42% contra 32% de Ronaldo Caiado;

  • 43% contra 32% de Romeu Zema;

  • 42% contra 28% de Eduardo Leite;

  • 44% contra 25% de Aldo Rebelo;

  • 44% contra 25% de Renan Santos.

Rejeição

A pesquisa também mediu a rejeição aos principais nomes. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 55% dos entrevistados, enquanto 54% afirmam que não votariam em Lula. Em dezembro, o senador tinha 60% de rejeição; o índice de Lula era de 54%, patamar que se mantém.

Entre os demais possíveis candidatos, os índices de rejeição são: Ratinho Júnior (40%), Ronaldo Caiado (35%), Eduardo Leite (35%), Romeu Zema (34%), Aldo Rebelo (26%) e Renan Santos (19%). Segundo Felipe Nunes, os números sugerem uma disputa bastante competitiva.

Metodologia

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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