Política

Lula defende integração sul-americana no Mercosul 2025

Discurso na cúpula destaca soberania, democracia e desenvolvimento


Reprodução/ Ricardo Stuckert Lula defende integração sul-americana no Mercosul 2025
Lula defende integração sul-americana no Mercosul 2025

Na 67ª Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, Lula defendeu a integração sul-americana como base da soberania, da democracia e do crescimento econômico. Alertou para riscos geopolíticos, propôs cooperação contra o crime, combate ao feminicídio, avanços comerciais e integração produtiva e energética.

O que aconteceu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou neste sábado (20/12/2025) na 67ª Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), defendendo a integração regional como eixo estratégico para a soberania, a democracia, a segurança e o desenvolvimento. Ele destacou o simbolismo histórico da cidade, onde a Declaração de Iguaçu lançou as bases do bloco, e citou a Ponte da Integração entre Brasil e Paraguai.

Lula rejeitou a ideia de que a integração fragiliza a soberania e apontou como ameaças reais a guerra, forças antidemocráticas e o crime organizado. Alertou para a presença militar extrarregional e afirmou que uma intervenção na Venezuela seria uma catástrofe humanitária. No plano interno, ressaltou a resposta institucional aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Defendeu cooperação do Mercosul contra o crime transnacional e anunciou articulação com o Uruguai para ampliar ações do Consenso de Brasília. Destacou o combate à violência contra as mulheres, citando dados da CEPAL, informou acordo para estender medidas protetivas no bloco e propôs um pacto regional contra o feminicídio.

No comércio, celebrou a expansão das trocas externas e cobrou decisão política da União Europeia para concluir o acordo após 26 anos, relatando sinais de avanço. Enquanto isso, citou negociações com EFTA, Índia, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Japão e Vietnã, além de parcerias regionais. Defendeu ampliar o comércio intrarregional, integrar setores produtivos, liderar a transição energética, investir em infraestrutura, reduzir assimetrias com o FOCEM II, criar um fundo garantidor e fortalecer a participação social, encerrando com a defesa dos direitos humanos.

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