Ato na Rua 25 de Março reúne comerciantes em defesa da soberania nacional
Ato reúne sindicalistas, comerciantes e movimentos sociais contra ataques dos EUA
Na sexta-feira (18), a Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, foi palco de um vibrante protesto em defesa da soberania nacional e contra a ofensiva comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A manifestação foi organizada pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP), com apoio da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), UGT, Força Sindical e diversos movimentos sociais. As informações são da jornalista Livia Bruna, publicadas no portal da CTB.
Sob o viaduto Augusto Ferreira Veloso, dezenas de trabalhadores, líderes sindicais e ativistas se reuniram para denunciar o que classificam como uma tentativa de criminalização do comércio informal brasileiro, a partir de uma nova investigação anunciada por Trump. Segundo os organizadores, a medida busca favorecer interesses estrangeiros, prejudicando a economia popular e a autonomia do país.
Os manifestantes carregavam bandeiras do Brasil, faixas contra o imperialismo e cartazes satirizando Trump e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O clima era de indignação e resistência, com o objetivo de alertar a população sobre os riscos de uma suposta “guerra econômica disfarçada”.
Ubiraci Dantas de Oliveira, vice-presidente nacional da CTB, foi um dos principais oradores do evento. Em seu discurso, ele destacou o caráter geopolítico da ofensiva americana, relacionando-a à reorganização da ordem global impulsionada pelo avanço dos BRICS.
“Trump e o capital financeiro internacional estão em desespero. Os BRICS — Brasil, China, Índia, África — estão se articulando para enfrentar o unilateralismo dos EUA. Eles querem desvalorizar nossos produtos, destruir o comércio local e demitir trabalhadores. Mas aqui tem pátria!”, afirmou Dantas, sendo aplaudido pelos participantes.
Ele também condenou as ações imperialistas do Ocidente em outras regiões, como as guerras no Oriente Médio e a exploração de recursos naturais em países como Líbia e Síria. “Destruíram nações para roubar petróleo e riquezas. Não vamos permitir que façam o mesmo com o Brasil”, disse.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de críticas. Envolvido recentemente em novas investigações da Polícia Federal, Bolsonaro foi retratado como símbolo da submissão aos interesses estrangeiros e do enfraquecimento da soberania nacional.
“Derrotar Trump e o bolsonarismo virou uma questão de honra para o povo brasileiro”, reforçou Dantas. “É hora de unir empresários, trabalhadores e todos os setores comprometidos com um Brasil soberano, com juros baixos, investimento público e desenvolvimento nacional”.
O ato foi encerrado com cantos populares e palavras de ordem, como “Fora imperialismo” e “Brasil para os brasileiros”. A CTB e demais entidades reafirmaram seu compromisso com a defesa da soberania, o fortalecimento do comércio popular e a resistência à interferência externa nos rumos do país.
A mobilização na 25 de Março representou mais um capítulo na resistência popular contra o chamado “tarifaço de Trump”, em um cenário internacional marcado por crescentes tensões econômicas e políticas, que exigem do Brasil uma firme postura de autonomia.
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