Wellington Dias: "A democracia brasileira precisa ser restituída", sobre Lava Jato e Intercept

Wellington Dias: "A democracia brasileira precisa ser restituída", sobre Lava Jato e Intercept


O governador do Piauí, Wellington Dias, acaba de se manifestar sobre matérias do The Intercept e Intercept Brasil, publicadas no final de semana, que mostram “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato, coordenada pelo procurador renomado Deltan Dallagnol, em colaboração com o atual ministro da Justiça, Sergio Moro”.
“A democracia brasileira precisa ser restituída e, certamente, vou lutar com outros líderes para isso”, declarou o governador. Uma democracia que, para ele, construiu a duras penas - através da Constituição Federal de 1988 - um arcabouço legal que tem por objetivo de um lado a liberdade, do outro a autonomia para o desenvolvimento, com segurança jurídica. “Quando a gente tem revelações como essa, inclusive com documentos e informações que não são contestadas, portanto colocadas como verdadeiras, elas demonstram que há na verdade um jogo de disputa pelo poder, do poder pelo poder, e que se utiliza de instituições sérias como Ministério Público e Judiciário, para poder dar um resultado político”, observou.
Wellington cita o fato de se impedir, por exemplo, que um líder (Lula) que tinha legalmente o direito de dar uma entrevista, no momento em que a opinião dele com certeza teria repercussões na sociedade; o descumprimento de decisões judiciais de uma forma planejada e combinada, da mesma forma em momentos de julgamentos. “Isso é ruim para todo mundo”, resumiu.
O governador cobra providências do Congresso Nacional, instituições e líderes políticos. “Creio que a verdade sempre vence. Uma hora ela vem à tona. Como sou cristão, sei que Deus tem seus caminhos para colocar a verdade às claras. Certamente o Congresso Nacional, as instituições e líderes temos responsabilidades e temos que adotar providências e posições corajosas para que isso não se repita e que se possa encontrar maneiras de corrigir as ilegalidades e o que foi mortal para a democracia brasileira”, afirmou Dias.