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Influenciadora do MA é presa por divulgar “jogo do tigre”

O jogo do tigre é ilegal no Brasil. Além de ser um jogo de azar, do tipo caça-níquel, há suspeita de que esteja ligado a esquema de pirâmide

Foto: Reprodução/redes sociaisInfluencer Hellena Silva é investigada por divulgar jogo de azar
Influencer Hellena Silva é investigada por divulgar jogo de azar

A influenciadora Hellena Silva foi detida nessa quinta-feira (26/10) pela Polícia Civil do Maranhão por divulgar o “jogo do tigre”, o Fortune Tiger, cassino on-line do tipo caça-níquel. A Operação Quebrando a Banca prendeu outras pessoas pela publicidade do game, considerado ilegal no Brasil.

Segundo o G1, os agentes notaram, na quarta-feira (25/10), a divulgação de Hellena em relação ao jogo e a intimaram para prestar esclarecimentos. Dessa forma, ela assinou termo de que não faria mais propaganda para jogos de azar.

No entanto, Hellena teria novamente feito publicação para promover o jogo do tigre, o que resultou na prisão em flagrante da influenciadora.

Além de ser um jogo de azar, a polícia suspeita de ligação do game com esquema de pirâmide financeira, no qual pessoas são recrutadas para participar com promessa de retornos elevados, mas poucas, de fato, recebem grandes pagamentos.

Esta noite, Hellena publicou no Instagram que estava em casa e passava bem: “O dia foi pesado, difícil”. Ela disse estar sem acesso ao WhatsApp e anunciou que não daria entrevistas.

Jogo do tigre

O chamado jogo do tigre, ou do tigrinho, ficou famoso no país devido à extensa campanha promovida por muitos influenciadores digitais e jogadores que compartilham supostas táticas nas redes sociais.

No entanto, há a suspeita de que vídeos que mostram altos valores são feitos em contas usadas para testes (contas demo) do jogo, somente para simular ganhos reais e, assim, atrair novos jogadores.

Como em outros jogos de azar, pessoas tendem a perder dinheiro na plataforma. Segundo a polícia, o sistema do game é hospedado fora do país e não tem registro ou representantes no Brasil.

Com informações do Metrópoles