Governo estuda ampliação de ações de combate à violência contra a Mulher

O encontro foi realizado no Palácio de Karnak e teve a participação do secretário de Segurança Pública, coronel Rubens Pereira

Foto: CCOMReunião no Palácio de Karnak
Reunião no Palácio de Karnak

A governadora recebeu representantes da Rede de Enfrentamento a Violência Doméstica contra a Mulher e da Coordenadoria Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres (CEPM) para tratar de medidas que ampliam ações de combate à violência contra a mulher. O encontro foi realizado no Palácio de Karnak e teve a participação do secretário de Segurança Pública, coronel Rubens Pereira.

Na oportunidade foi entregue um documento com 11 propostas, entre elas aumento da divulgação da campanha de violência contra mulher nos programas policiais da TV aberta, por terem bastante audiência. O documento cita que muitas mulheres não possuem internet e a divulgação na TV ampliaria o conhecimento sobre seus direitos.

A governadora explica que essa rede de enfrentamento à violência contra mulher é um diálogo permanente entre diversos órgãos que visam estabelecer medidas que reduzam o feminicídio e a agressão contra mulheres.

“Tem uma rede de combate à violência contra a mulher para vermos uma avaliação sobre a incidência do feminicídio no estado do Piauí, que é muito grande, um dos estados que mais acontece feminicídio, está sempre entre os três primeiros e que medidas podemos ter para amenizar isso”, explica.

De acordo com Regina, os diálogos apontam diversos problemas passíveis de correção, como a adoção de medidas como a criação de mais delegacias da mulher e a inclusão de policiais civis no atendimento em municípios onde não há delegacias especializadas. “Então elas apresentaram algumas coisas que podem acontecer, fazer os inquéritos andar mais rápido, termos delegacia da mulher, aí nós temos o problema de não termos muitas mulheres nos concursos, são poucas mulheres prestando concurso porque até então era uma profissão muito masculina, mas a gente está tentando resolver, estamos vendo policiais civis que podem assumir o atendimento em cidades onde não têm delegacias, porque as delegacias precisam ser instaladas com delegadas, que a gente faz questão que seja mulheres.  Não que não possam ser homens, mas para isso precisam ser formados, onde também vamos trabalhar essa questão da formação de homens para trabalhar nas delegacias”, ressalta.

Também foi debatida sobre a instalação de mais delegacias de mulheres no Piauí e reforma das já existentes, com contração de mais profissionais de assistentes sociais e psicólogas, além de maior envolvimento dos CRAs e CREAs com as delegacias especializadas. “Temos hoje 12 delegacias especializadas no Piauí, sendo quatro em Teresina e oito no interior. Precisamos chegar em mais cidades”, afirma Zenaide Lustosa, coordenadora da CEPM.

Ainda entre as propostas, o documento pede uma maior divulgação do Botão do Pânico e também um reforço na Patrulha Maria da Penha passe a atender novas denúncias e não somente medidas protetivas.

O secretário Rubens Pereira afirmou que já está sendo realizada licitação para a reforma das delegacias das mulheres, bem como aquisição de viaturas e equipamentos para atender melhor. Ele informou ainda que onde não for possível instalar uma delegacia especializada, a Secretaria de Segurança vai montar núcleo de atendimento específico às mulheres. “Sempre que possível, como policiais femininos, para esse primeiro atendimento à mulher”, comentou.

Outro ponto debatido pela rede foi o retorno das vítimas de violência para a casa onde sofreram agressão, o que pode reincidir a violência. “Moradias para as mulheres que são vítimas de violência e vão para casa abrigo e depois acabam voltando para a mesma casa então o que a gente tem que pensar esse lado como políticas que possam amenizar o sofrimento das mulheres que são vítimas de violência”, concluiu a governadora