Estado utiliza visão e vivências da sociedade civil para realizar o primeiro Plano de Segurança Pública

Estado utiliza visão e vivências da sociedade civil para realizar o primeiro Plano de Segurança Pública


O olhar de líderes comunitários da zona Sul e Norte de Teresina marcaram o encerramento, nesta sexta-feira (9), no auditório da OAB-PI, da Plenária dos Diálogos Territoriais: Segurança, participação e desenvolvimento sustentável. A vice governadora Margarete Coelho, ao lado da diretora de Gestão Interna da Secretaria de Segurança, Eugênia Villa, ouviu e debateu as temáticas com a finalidade de construir o Plano Estadual de Segurança Pública pautado nos objetivos de Desenvolvimento Social Sustentável e no fortalecimento dos Conselhos Territoriais de Desenvolvimento.

O encontro, que foi realizado pela secretarias estaduais de Governo, Segurança e Planejamento, aconteceu nos 12 territórios do Piauí, reunindo a sociedade civil, representantes dos órgãos públicos municipais e estaduais das regiões, dos conselhos setoriais e territoriais, sindicatos e representantes das corporações das polícias Civil e Militar e demais instituições que compõem o sistema de segurança do estado.

Margarete afirmou que o planejamento é feito fora dos gabinetes e por todos, a partir da realidade de cada território. “Desde o embrião a ideia de termos o primeiro plano de segurança pública estadual do Piauí fazemos dessa forma participativa, dialogando com a sociedade como um todo, desde o representante comunitário até o secretário de segurança, Fábio Abreu. Todos da cadeia participando e debatendo, e não só de Teresina, dentro dos gabinetes ou da academias. É debatendo mesmo com as pessoas no território em que vivem”, disse.

No encontro foram apresentados dados que apontam que roubo, violência doméstica e acidentes de trânsito estão no topo das estatísticas dos problemas de segurança pública na capital. Ainda durante os diálogos, foram apresentados grupos temáticos com eixo norteadores sobre a valorização profissional e otimização das condições de trabalho; governança da segurança; segurança e participação social; prevenção social do crime e da violência; segurança e dinâmica socioeconômica dos territórios.

Em sua fala, Eugênia Villa destacou que os direitos humanos têm como centro o ser humano e não a instituição e que, por isso, buscou-se ouvir a comunidade. "Após esse ciclo de debates vamos categorizar as ideias juntos com os dados para implementar da melhor forma por meio de políticas públicas de segurança”, completou.

A vice-governadora Margarete destacou ainda a participação de especialistas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da UNB e UniCEUB, no debate para construção do primeiro plano de segurança publica do Estado. “Todos querem contribuir e participar desse momento dentro da sua área. É uma importante integração e tenho certeza que vai gerar bons frutos", declarou. "Depois disso, nós vamos nos espelhar em outras experiências, a exemplo da Patrulha Maria da Penha, que é feita por homens na Bahia. Uma ação fantástica que ressaltou a importância da comunidade e o estado contarem com a fundamentação de especialistas", concluiu a vice-governadora.