Dom Inocêncio: 1 sanfoneiro para cada 35 habitantes

E a cidade é tema do bate papo ao vivo de amanhã no pensarpiaui

Foto: Acesse PiauiMonumento à sanfona
Monumento à sanfona


Amanhã é véspera de São Pedro. E como fez nos outros domingos deste mês, o pensarpiaui volta a falar dos festejos juninos ao vivo. Estaremos no ar pelo youtube a partir das 9 horas. O tema de amanhã é "O apóstolo de Deus e a terra dos sanfoneiros". Vamos falar de São Pedro e da cidade de Dom Inocêncio, no Piauí, que tem a incrivel marca de 1 sanfoneiro a cada 35 habitantes do local.

Vão participar do bate papo Marcos Damasceno, escritor e vice-prefeito de Dom Inocêncio e os sanfoneiros Sandrinho e Rivaldo.    

Amanhã,  o link para a transmissão do bate-papo estará disponibilizado aqui.

Foto: PensarPiauíDia

Como a sanfona e a música moldaram a identidade de Dom Inocêncio

Fonte: meionorte.com, publicada em 16/09/2019

O município de Dom Inocêncio, a 615 km de Teresina, terá o maior monumento à sanfona do mundo. A obra será inaugurada no dia 20 de setembro durante o Festival da Sanfona, evento que vai se consagrar no calendário festivo anual de Dom Inocêncio. 

O idealizador de tudo isso é Sandro Dias de Sousa, mais conhecido como 'Sandrinho do Acordeon', o sanfoneiro que está mudando a realidade da região. Ele coordena a Associação Cultural Acordes do Campestre, que ensina, gratuitamente, mais de 200 crianças a tocarem instrumentos musicais em Dom Inocêncio e na vizinha cidade de São Raimundo Nonato.

A Associação foi criada em 2011 e foi a partir dela que foi construída a maior sanfona do mundo, na Praça Monumento Sanfona, a cerca de 3 km de Dom Inocêncio. São 5 metros de altura construídos com recursos arrecadados pela associação, Sandrinho e amigos. De acordo com Sandrinho, não houve ajuda por parte das autoridades. A obra foi iniciada em julho deste ano e já está na fase de pintura, tendo sido o projeto arquiteado por Wanderson Moura e construído pelo artesão João Dias.

"A cada 35 habitantes, pelo menos 1 é sanfoneiro, parece que está no sangue ", conta Sandrinho que vê na inauguração do monumento uma oportunidade para dar visibilidade a uma das principais marcas do município e da identidade dos moradores. O instrumento é um dos principais símbolos da cultura sertaneja, tendo o Rei do Baião (Luis Gonzaga) e o mestre Dominguinhos alguns de seus grandes expoentes. 

Sandrinho é natural da Bahia, mas foi em Dom Inocêncio, no Piauí, que aprendeu seus primeiros acordes na sanfona, incentivado pelo pai, Salvador Nunes, que tinha uma banda com os irmãos. O pai, inclusive, chegou a ser taxado de louco pelos moradores da cidade quando resolveu vender sua própria casa e o seu veículo para comprar uma sanfona e realizar o sonho do filho. Aos 25 anos, é tri-campeão no Concurso de Sanfona de Petrolina (PE), participou de festivais em vários estados do país e fechou parcerias com cantores nacionalmente famosos como Zezé di Camargo e Luciano, Waldonys, Dorgival Dantas. Atualmente, a família vive da música.