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A tragédia da família Richthofen: filho está desaparecido, tem dívida milionária e apresenta transtorno mentais

Irmão de Suzane von Richthofen transforma herança de R$ 10 milhões em dívida milionária

Foto: Montagem pensarpiauiFamília von Richthofen
Família von Richthofen

 

Suzane Louise von Richthofen, 40 anos, matou os pais, Manfred e Marísia von Richthofen, para ficar com a herança. Foi com essa tese que o Ministério Público conseguiu condená-la a 40 anos de cadeia. O crime aconteceu em 2002. Além de Suzane o casal deixou outro filho: Andreas von Richthofen. As informações são da coluna de Ullisses Campbell, no Globo.

Hoje Andreas tem 36 anos. Ele entrou na Justiça para impedir que a irmã-parricida recebesse metade dos bens da família. 

Mas, Andreas está sumido desde a época da pandemia.

Logo após o período de isolamento, Andreas comprou um sítio. Essa nova propriedade fica isolada no meio do mato e tem difícil acesso. Para não ser incomodado, ele vive sem telefone celular e internet. Esse isolamento voluntário aumenta a possibilidade de Andreas perder seus bens, como se verá a seguir

Segundo pessoas próximas, Andreas desapareceu definitivamente em janeiro de 2023, quando Suzane passou a cumprir o restante da pena em liberdade. Assim que ela ganhou a rua para andar, Andreas passou a ser procurado de forma insistente pela advogada de Suzane, Jaqueline Domingues. A defensora tentava costurar um encontro entre irmãos, algo que nunca ocorreu nos últimos 20 anos. “Andreas tem um misto de medo e amor pela irmã”, disse um amigo dele.

Em 2017, ele foi capturado por policiais ao tentar invadir uma casa na Região de Santo Amaro, em São Paulo. Andreas estava em estado de surto e foi levado para uma clínica de recuperação, onde ficou internado por dois meses. As imagens dele correndo desnorteado pela rua e depois sentado todo rasgado num banco da ala psiquiátrica do Hospital Municipal de Campo Limpo, zona sul, são comoventes.

Foto: ReproduçãoAndreas
Andreas

 

Andreas sempre teve seus interesses defendidos pela advogada Maria Aparecida Evangelista. Ela o acompanha desde que ele passou a brigar com a irmã pela herança dos pais. Nos novos processos movidos contra ele por valores devidos, Maria Aparecida não consta mais como procuradora dele. “O Andreas e a família preferem não se manifestar sobre os fatos ocorridos”, disse a advogada. Na verdade, nem a advogada sabe do paradeiro de Andreas.

Quem ficou com a guarda de Andreas até ele completar 18 anos foi Miguel Abdalla Netto, irmão de Marísia. Ele também não sabe onde o sobrinho está.

Os bens deixados por Manfred e Marísia von Richthofen  são avaliados em quase R$ 10 milhões. No entanto, duas décadas após a tragédia, a fortuna transformou-se numa dívida que soma aproximadamente R$ 500 mil.

Dívidas com IPTU

Andreas está enfrentando 24 ações judiciais em São Paulo devido a débitos de IPTU e condomínios atrasados, vive uma realidade onde propriedades herdadas, como uma casa na Vila Congonhas e outra no Brooklin Paulista, estão sob ameaça de invasões e leilões devido às dívidas acumuladas.

A casa da Rua Barão de Suruí, avaliada em R$ 1 milhão, permaneceu fechada e foi invadida por falsos sem-teto. Esse padrão se repete em outras propriedades, onde o abandono levou à ocupação ilegal. A situação é agravada pelas dívidas de IPTU, sendo a casa da Barão de Suruí acumulando R$ 48.524,07 em tributos atrasados até novembro de 2023.

Além do risco de usucapião por posse prolongada, Andreas também enfrenta processos movidos pelas prefeituras de São Paulo e São Roque devido a dívidas de IPTU. A casa na Rua República do Iraque, onde sua mãe, a psiquiatra Marísia von Richthofen, mantinha uma clínica, acumula um débito de R$ 20.170,17 até julho de 2023.

O isolamento voluntário de Andreas dificulta as tentativas de notificá-lo sobre os processos judiciais em andamento. Com uma vida afastada, ele corre o risco de perder suas propriedades, já que as autoridades tentam localizá-lo para resolver as dívidas acumuladas.

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