"A esquerda tenta humanizar a polícia que reprime e mata", Cacau

Carolina Cacau diz que a esquerda propõe desmilitarizar a Polícia, mas está militarizando a política

Foto: You TubeCarolina Cacau
Carolina Cacau

O nome dela é Carolina Cacau. Uma paulista que há 10 anos mora no Rio de Janeiro.

É professora da rede estadual de educação e militante do Movimento Revolucionário dos Trabalhadores.

Este ano esteve candidata a vereadora do Rio pelo PSOL. Mas Cacau, em plena campanha, retirou sua candidatura em protesto contra o próprio Partido. É que o PSOL indicou como candidato a vice-prefeito do Rio, na chapa encabeçada pela deputada Renata Sousa, o coronel reformado da Polícia Militar do Rio, Íbis Pereira.

Carolina Cacau entende a que Polícia Militar é uma instituição do Estado. Nesse sentido, existe para defender a propriedade privada, reprimindo, encarcerando e matando. "Não é possível ter ilusão com a polícia" - afirma ela.

"Quando o PSOL escolhe o Íbis, não é uma sinalização para o conjunto da classe trabalhadora, é uma sinalização para a burguesia carioca para mostrar que o PSOL está apto a governar o sistema" - afirmou Cacau a justificar seu protesto com a retirada da candidatura a vereadora.

Carolina Cacau fala muito sobre Segurança Pública, violência e as policias. Fala da sociedade e não poupa os Partidos. Bateu duro no PSOL, mas sobrou também para o PT, "teve anos de PT no governo e as polícias seguiram matando. A da Bahia é a segunda polícia que mais mata no Brasil”.

E sobrou até mesmo para o PCO. Perguntei a Cacau sobre a posição do Partido da Causa Operária no episódio do jogador Robinho e ela classificou o PCO como "uma seita".

Cacau falou muito... Acompanhe!