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Zanin rejeita pedido para instalar CPI do Master

Cristiano Zanin nega mandado de segurança por falta de prova de omissão da Câmara, mas afirma que comissão ainda pode ser criada.


Reprodução Zanin rejeita pedido para instalar CPI do Master
Cristiano Zanin

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um mandado de segurança que buscava obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI para apurar a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). O ministro entendeu que não há prova de omissão do presidente da Casa, Hugo Motta.

O que aconteceu

A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (12). Ao analisar o pedido, Zanin afirmou que a concessão de mandado de segurança exige prova prévia e inequívoca de que uma autoridade pública deixou de cumprir uma obrigação constitucional.

No caso, segundo o ministro, não há documentos que comprovem que o presidente da Câmara tenha se recusado ilegalmente a instalar a comissão parlamentar de inquérito.

Zanin também destacou que o requerimento para criação da CPI foi apresentado em 2 de fevereiro. Para ele, o intervalo de pouco mais de um mês desde a apresentação não caracteriza omissão por parte de Motta.

Na avaliação do ministro, apenas esse dado não permite concluir que houve resistência pessoal da autoridade responsável pela decisão.

Apesar de rejeitar o mandado de segurança, Zanin ressaltou que a decisão não impede a eventual criação da CPI pela Câmara. O STF apenas entendeu que não há elementos suficientes para obrigar a instalação da comissão neste momento.

O ministro ainda observou que a Câmara mantém a prerrogativa de instaurar a investigação, desde que sejam cumpridos os requisitos legais e regimentais. A apuração poderia ocorrer paralelamente às investigações que já tramitam no STF sob relatoria do ministro André Mendonça.

Ao final, Zanin determinou que a decisão seja comunicada à Presidência da Câmara para avaliação interna sobre a eventual instalação da CPI do caso Banco Master.

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