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Uefa mantém boicote; Fifa encerra plano comercial

Uefa reforça boicote; Conmebol celebra decisão de Infantino.

  • quinta-feira, 6 de agosto de 2026
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A disputa sobre a gestão dos direitos comerciais da Copa do Mundo trouxe novos desdobramentos entre as principais entidades do futebol mundial. Em reunião realizada em Rabat, no Marrocos, na quarta-feira (5), o presidente da Fifa, Gianni Infantino, oficializou o fim do projeto de venda de parte desses direitos, após reconhecer erros na abordagem. Apesar das desculpas do dirigente, a Uefa decidiu manter o seu boicote às competições organizadas pela entidade máxima do futebol.

Uefa reitera posição contra Infantino

A insatisfação da Uefa com a condução de Infantino foi reforçada em comunicado divulgado nesta quinta-feira (6). A confederação europeia exige a retirada das propostas de privatização das principais competições e que essas tentativas não se repitam no futuro. "Essas condições não foram cumpridas", aponta a nota, reiterando a perda de confiança na administração de Infantino.

Além disso, a Uefa anunciou que realizará uma investigação independente para avaliar se os valores do projeto estavam abaixo do esperado, o que poderia indicar um possível favorecimento.

Conmebol adota postura neutra

Enquanto a Uefa mantém seu posicionamento firme, a Conmebol buscou uma via conciliadora. A entidade sul-americana "celebra" a decisão da Fifa de desistir da proposta e apela para a "preservação da unidade da família do futebol". Em comunicado divulgado também na quinta-feira, a Conmebol manifestou preocupação com ações unilaterais sem diálogo ou uso dos devidos mecanismos institucionais.

No entanto, a Conmebol evitou críticas diretas a Infantino ou a qualquer outro membro da Fifa, demonstrando uma abordagem mais cautelosa em relação às tensões políticas atuais no cenário do futebol mundial.

Impacto e perspectivas futuras

Apesar da tentativa de reconciliação da Fifa, a resistência da Uefa sugere que os desafios de Infantino na gestão do futebol global ainda estão longe de serem resolvidos. Os próximos passos das entidades serão cruciais para determinar a estabilidade da governança do futebol mundial, especialmente com a promessa de novas investigações e a contínua divisão entre as confederações.

No entanto, com a Fifa comprometida a corrigir o rumo e a Conmebol fazendo um apelo por unidade e diálogo, há esperanças de que esses conflitos possam ser resolvidos de forma pacífica e construtiva no futuro próximo.

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