Trama golpista: STF começa julgar 'núcleo das fake news'
O caso envolve militares, agente da PF e presidente do Instituto Voto Legal acusados de espalhar fake news e ataques contra o sistema eleitoral.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (14), às 9h, o julgamento do núcleo quatro da tentativa de golpe de Estado de 2022, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável por disseminar desinformação e promover ataques virtuais contra o sistema eleitoral e autoridades militares.
De acordo com a denúncia, o grupo teria espalhado informações falsas sobre fraudes nas urnas eletrônicas e difamado figuras contrárias ao golpe, como o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes.
Quem são os réus?
Nesta fase do processo, sete pessoas respondem pelo caso:
Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;
Ângelo Denicoli, major da reserva;
Giancarlo Rodrigues, subtenente;
Guilherme Almeida, tenente-coronel;
Reginaldo Abreu, coronel;
Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal;
Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.
Se forem condenados, eles se tornarão os primeiros punidos criminalmente pelo uso de desinformação contra o sistema eleitoral no país. Até agora, casos envolvendo fake news sobre urnas eletrônicas haviam sido julgados apenas na esfera eleitoral — como os de Jair Bolsonaro e Fernando Francischini —, mas nunca sob acusação criminal no STF.
O julgamento terá início com as sustentações orais das defesas e da PGR e deve se estender por seis sessões, até 22 de outubro.
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