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Tornozeleira de Silvinei Vasques é encontrada em rodoviária no Paraguai

Dispositivo foi localizado em Cidade do Leste após cooperação policial


Reprodução Tornozeleira de Silvinei Vasques é encontrada em rodoviária no Paraguai
Tornozeleira de Silvinei Vasques é encontrada em rodoviária no Paraguai

A polícia do Paraguai localizou a tornozeleira eletrônica rompida pelo ex-diretor da PRF Silvinei Vasques na rodoviária de Cidade do Leste. O equipamento foi identificado com apoio do Brasil e enviado às autoridades brasileiras, enquanto Vasques foi preso após tentar fugir usando documentos falsos.

O que aconteceu

A polícia paraguaia informou que encontrou, na madrugada de segunda-feira (29), a tornozeleira eletrônica usada por Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. O dispositivo estava na rodoviária de Cidade do Leste, na fronteira com o Brasil, e foi identificado por agentes da 3ª Delegacia do bairro Obrero, que acionaram o Comando Tripartite para apuração do caso.

Segundo as autoridades paraguaias, a tornozeleira é homologada pela Anatel e registrada em nome de uma empresa brasileira de tecnologia. O equipamento foi encaminhado ao Brasil para os procedimentos legais, mas, até a última atualização, a Polícia Federal ainda não havia recebido o material para perícia.

Silvinei foi preso no dia 26 de dezembro no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, e expulso do Paraguai por entrar no país sem declaração migratória e por ter mandado de prisão em aberto no Brasil. Ele tentava embarcar para El Salvador com documentos falsos, usando a identidade de “Julio Eduardo”, e chegou a alegar, por escrito, que tinha câncer e não podia falar. Após comparações de fotos, numeração e impressões digitais, a polícia confirmou a fraude, que foi confessada por ele.

Condenado pelo STF a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, Silvinei rompeu a tornozeleira ao fugir do Brasil. A Polícia Federal apontou que a fuga começou na noite de 24 de dezembro, quando ele deixou sua residência em São José (SC) com um veículo alugado, levando pertences e um cachorro. Diante dos indícios, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva.

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