SoberanIA é lançado e Rafael Fonteles reforça autonomia digital
Projeto criado no Piauí apresenta infraestrutura inédita para garantir segurança de dados e transformar serviços públicos em todo o país.
O governador Rafael Fonteles lançou em Brasília o SoberanIA, projeto de inteligência artificial desenvolvido no Piauí e agora ampliado para todo o Brasil. A iniciativa cria uma infraestrutura nacional de IA com nuvem soberana, bases de dados brasileiras e processamento seguro. Com a maior base de dados em português do mundo, o sistema já melhora saúde, segurança e empregabilidade no Piauí. A expansão inclui centros físicos integrados em três regiões e futura rede nacional de computação avançada. O objetivo é garantir autonomia tecnológica e proteger dados públicos sensíveis.
O que aconteceu
O governador Rafael Fonteles apresentou em Brasília o SoberanIA, projeto de inteligência artificial criado no Piauí e agora estruturado como uma iniciativa nacional. A proposta busca garantir autonomia tecnológica e segurança no uso dos dados públicos, avançando de software para uma infraestrutura estatal completa. Fonteles destacou que a IA eleva a eficiência, a inclusão e a precisão dos serviços públicos, resultado já observado no Piauí em áreas como saúde e segurança.
Após a fase inicial, na qual o modelo atendeu serviços públicos por API, o SoberanIA entrou na implantação de sua infraestrutura física, considerada a mais moderna da América Latina. A aliança entre Governo do Piauí, MCTI, Telebras, Modular e Scala Data Centers permitirá oferecer nuvem soberana, bases de dados nacionais e capacidade computacional controlada pelo Brasil. O projeto reúne ainda a maior base de dados em português do mundo, expandida para 350 bilhões de tokens com validação comercial.
A nova etapa envolve três núcleos principais: a Fábrica de IA do Piauí, em Teresina, onde os modelos são desenvolvidos com energia limpa; o Cofre de Dados, em Brasília, operado pela Telebras em área militar para guardar bases estratégicas; e o Distrito Soberano, no Sul do país, com energia abundante e clima adequado ao processamento em larga escala. A expansão integrará novos estados, formando uma rede nacional de polos de computação avançada alinhada ao programa Nova Indústria Brasil.
A Scala Data Centers liderará a infraestrutura hyperscale com energia 100% renovável, enquanto a Modular produzirá componentes nacionais e ampliará a nacionalização de sistemas elétricos e de resfriamento a partir de 2026. O ecossistema do SoberanIA reduz dependência externa e posiciona o Brasil entre os poucos países capazes de operar IA em escala industrial com domínio total sobre software, dados e propriedade intelectual.
Durante o lançamento, a ministra Luciana Santos classificou o SoberanIA como uma ferramenta “espetacular”, destacando sua linguagem totalmente nacional e seu impacto direto nos serviços públicos. A Etipi detalhou aplicações já em uso no Piauí, como o Saúde Digital e o BO Fácil.
Fonteles apresentou três casos de sucesso: o BO Fácil, que registrou 50 mil ocorrências pelo WhatsApp em cinco meses; o Piauí Saúde Digital, que soma 1,2 milhão de atendimentos e organiza automaticamente filas e prioridades; e o Piauí Oportunidades, que analisa perfis e cria trilhas de carreira personalizadas. Esses resultados demonstram o potencial do SoberanIA para transformar serviços públicos em âmbito nacional.
O governador reforçou que o Brasil precisa dominar sua infraestrutura de IA para proteger dados sensíveis de setores como saúde, segurança e educação. O SoberanIA surgiu do dilema entre utilizar ferramentas internacionais ou preservar a soberania das informações. A solução foi desenvolver uma LLM totalmente treinada em português, com mais de 350 bilhões de palavras, permitindo que o poder público use seus dados com segurança.
Fonteles concluiu afirmando que o projeto é nacional, com apoio do MCTI, que financia e integra novos órgãos ao ecossistema. O SoberanIA avança como uma estratégia de segurança, autonomia tecnológica e modernização do Estado brasileiro.
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