Sakamoto questiona: “Sugar baby ou parte de um esquema de lavagem de dinheiro?”
A influenciadora Trainotti teria recebido valores e bens de origem criminosa por meio de pessoas ligadas a Rowles, acusado de tráfico internacional de cocaína
O caso que envolve a influenciadora Karolina Trainotti, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o réu por tráfico internacional de drogas Rowles Magalhães tem despertado suspeitas sobre possíveis operações de lavagem de dinheiro e uso de intermediários. A análise é do jornalista Leonardo Sakamoto, em comentário no UOL News.
Segundo as investigações, Trainotti teria recebido valores e bens de origem criminosa por meio de pessoas ligadas a Rowles, acusado de tráfico internacional de cocaína. Não há, por enquanto, condenação formal contra ela nem confirmação oficial de participação ativa no esquema. Em depoimentos, Trainotti afirmou ter sido “sugar baby” de Rowles e negou qualquer conhecimento sobre atividades ilícitas.
Sakamoto destaca que a influenciadora aparece como ponto de ligação entre dois personagens investigados por crimes distintos — um por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta, outro por tráfico internacional. Para ele, o papel dela precisa ser observado para além das relações pessoais, já que, conforme apurações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, Trainotti pode ter funcionado como ponte para ocultação de patrimônio.
De acordo com o MPF, ela recebeu R$ 271 mil de Rowles entre 2020 e 2021. Paralelamente, Daniel Vorcaro teria presenteado a influenciadora com um apartamento avaliado em R$ 4,3 milhões, o que reforça as dúvidas sobre a origem e o destino do dinheiro em circulação.
Sakamoto questiona se Trainotti foi apenas parceira afetiva de dois investigados ou se atuou como peça operacional em um suposto esquema financeiro:
“Ela é culpada apenas por se relacionar com pessoas acusadas de crimes ou ajudou a lavar dinheiro para ambos?”, indaga. O jornalista também ressalta a necessidade de apurar as conexões entre Vorcaro e Rowles e lembra que o dono do Banco Master é figura incômoda para parte da classe política em Brasília, especialmente por seu histórico de proximidade com o Centrão.
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