Segurança Pública

PM é investigado por fornecer arma usada em tentativa de homicídio no Piauí

Investigação aponta envolvimento de policial militar e outro homem em negociações de armamentos no Sul do Piauí


Reprodução PM é investigado por fornecer arma usada em tentativa de homicídio no Piauí
PM é investigado por fornecer arma usada em tentativa de homicídio no Piauí

Um policial militar, conhecido como “Tapioca”, e outro homem, apelidado de “Breja”, foram alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão nesta sexta-feira (19), em São Raimundo Nonato. A investigação identificou indícios de participação dos suspeitos no comércio ilegal de armas de fogo, com apreensão de materiais, celulares e dinheiro em espécie durante a operação.

O que aconteceu

A operação foi desencadeada a partir das investigações sobre uma tentativa de homicídio registrada em outubro de 2025, quando uma vítima foi atacada por dois homens armados e baleada. Ela conseguiu sobreviver ao buscar refúgio em um estabelecimento comercial.

Durante as apurações, a Polícia Civil encontrou indícios de que um dos investigados atuava no fornecimento de armas utilizadas em ações criminosas. A apreensão de um celular e a posterior extração de dados, autorizada pela Justiça, revelaram conversas, registros e movimentações financeiras compatíveis com a comercialização ilegal de armamentos.

A análise técnica também apontou a possível participação do policial militar nas negociações. Segundo a investigação, ele teria realizado transações financeiras relacionadas à compra de armas e mantido contatos sobre a venda desse material, elementos que fundamentaram os pedidos de medidas cautelares aceitos pela Justiça.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas caixas de armas de fogo, coldres, aparelhos celulares e grande quantidade de dinheiro em espécie.

De acordo com a Polícia Civil, os indícios apontam que as negociações não eram isoladas, mas ocorriam de forma recorrente. As investigações identificaram possíveis transações envolvendo armas, movimentações financeiras e contatos entre os suspeitos. A polícia afirma que o objetivo é interromper o fornecimento de armamentos usados em crimes violentos e identificar outros envolvidos no esquema.

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