Saiba como ficam as tarifas para o Brasil após o fim das sanções de Trump
Decisão anula sobretaxa contra o Brasil e cria tarifa global temporária
A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou as tarifas impostas por Donald Trump com base na IEEPA, incluindo a sobretaxa de 40% aplicada ao Brasil. Em resposta, o presidente anunciou uma nova tarifa global de 10% por 150 dias, válida a partir de terça-feira (24), alterando o cenário do comércio exterior.
O que aconteceu
A Suprema Corte decidiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizada por Donald Trump para justificar a imposição de tarifas, não autoriza o presidente a adotar medidas desse tipo de forma unilateral. Com isso, foram anuladas todas as tarifas estabelecidas com base nessa legislação.
Entre as medidas derrubadas estão as tarifas recíprocas de 10%, anunciadas em abril do ano passado, e a sobretaxa de 40% aplicada a diversos produtos brasileiros, comunicada por carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2025.
Após a decisão, Trump anunciou um novo instrumento legal para instituir uma tarifa global de 10% sobre produtos importados, com algumas exceções. A medida entra em vigor na terça-feira (24) e terá validade de 150 dias.
Para o Brasil, o efeito prático é a substituição da sobretaxa de 40% por um adicional temporário de 10% sobre as exportações aos Estados Unidos. A maior parte dos produtos continuará sujeita às tarifas regulares já existentes, acrescidas desse novo percentual. No caso de aço e alumínio, as alíquotas de 50% permanecem e passam a ser somadas aos 10% adicionais.
O governo brasileiro avaliou a decisão como positiva, ao entender que a tarifa global de 10%, aplicada a todos os países, restabelece condições mais equilibradas de concorrência. Ainda assim, o cenário é considerado transitório, pois a nova medida tem duração limitada e pode ser revista.
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