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Revista publica matéria mostrando proximidade de Ciro Nogueira com escândalos recentes

Operações contra o crime organizado revelam conexões políticas, empresariais e financeiras que cercam o senador piauiense.


Reprodução Revista publica matéria mostrando proximidade de Ciro Nogueira com escândalos recentes
Revista publica matéria mostrando proximidade de Ciro Nogueira com escândalos recentes

O avanço de grandes operações policiais e fiscais contra o crime organizado, incluindo Carbono Oculto, Cadeia de Carbono, Poço de Lobato e Compliance Zero, expôs um emaranhado que envolve facções como o PCC, empresários bilionários, fundos financeiros, bancos e figuras influentes da política brasileira. Embora não seja investigado formalmente, o senador Ciro Nogueira (PP) aparece de forma recorrente no entorno de diversos episódios recentes, como mostra uma reportagem do CartaCapital

A Polícia Federal pediu ao STF autorização para investigá-lo por suas ligações com Fernando Lima, dono da casa de apostas OIG e figura central da CPI das Bets. Nogueira viajou à Europa no jato particular do empresário pouco antes da apresentação do relatório final da CPI, que atribuía à OIG um esquema de lavagem de dinheiro internacional, embora o texto tenha sido posteriormente rejeitado.

Relatórios do Coaf mostraram depósitos de Lima para Victor Paiva, ex-assessor de Nogueira, que se tornou alvo da Operação Carbono Oculto 86. Essa investigação, ligada à operação federal que desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro do PCC estimado em 52 bilhões de reais, envolve ainda empresários do setor de combustíveis e fundos da Faria Lima. Paiva recebeu 230 mil reais durante a venda da rede de postos HD, suspeita de ter sido adquirida por uma empresa vinculada ao PCC.

Outra conexão próxima é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, refinaria carioca acusada de sonegação bilionária e alvo de operações da Receita Federal em 2024 e 2025. Magro admite relação pessoal com Nogueira, que atuou no Senado para alterar o projeto dos devedores contumazes, de forma alinhada aos interesses do setor da Refit. Jonathas Assunção de Castro, ex-braço direito do senador na Casa Civil, tornou-se executivo da refinaria e também foi alvo das investigações.

Nogueira surge ainda na crise envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central após denúncias de irregularidades. Pessoas próximas ao senador ocupavam posições-chave tanto no Master quanto no BRB, banco estatal do Distrito Federal que tentou adquirir parte da instituição privada. O senador propôs ampliar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, medida que beneficiaria diretamente clientes do Master.

No Distrito Federal, aliados de Nogueira como o governador Ibaneis Rocha, a vice Celina Leão e dirigentes do Cade e do BRB tiveram participação importante em decisões relacionadas ao caso. A Câmara dos Deputados também pressionou o BC, sob forte influência do PP.

Paralelamente, a Operação Overclean investiga desvio de emendas parlamentares no União Brasil, partido que negocia federação com o PP. Um piloto ligado ao PCC afirmou à PF ter transportado dinheiro em jatos supostamente usados pelo presidente do UB, Antonio Rueda, e mencionou o nome de Nogueira durante um voo, alegações negadas por Rueda.

Procurado, o senador não respondeu às solicitações de esclarecimento.

Veja integra da matéria: CartaCapital

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